África do Sul não se inclina perante superpotências geopolíticas, diz Ramaphosa
Cidade do Cabo, África do Sul (PANA) - A África do Sul não se inclinará diante das superpotências geopolíticas em nome da sua soberania, declarou domingo o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.
“Os que pensam que a força prevalece sobre o direito devem saber que a sua abordagem e a sua política são inaceitáveis para nós, no seio do resto do sul, pois acreditamos na equidade, no multilateralismo e ba colaboração, e não na opressão das nações mais fiáveis”, indignou-se o estadista sul-africano durante o congresso eletivo do seu partido, Congresso Nacional Africano (ANC, sigla em inglês), ocorrido na província de Limpopo, no nordeste do país.
Acrescentou que a guerra ilegal movida pelos Estados Unidos e por Israel constitui um ato de agressão imperialista que colovada gravemente em perigo a economia mundial e a segurança internacional.
“Adotámos uma posição de princípio, conforme a nossa política estrangeira e independente. Continuamos a apoiar as nações que lutam pela sua autodeterminação, como a Palestina, Cuba e o Sara Ocidental, face às ameaças e ações que visam a sua posição”, deu a conhecer Ramaphosa.
Reagindo a este posicionamento sul-africano, a embaixada da República Islâmica do Irão em Pretória (capital política sul-africana) expressou a sua gratidão aos sul-africanos pelo seu apoio e solidariedade, na sequência dos recentes raides militares americano-israelitas contra o seu país.
“O povo sul-africano sempre demonstrou que está do lado bom da história. A África do Sul é a pátria de (Nelson) Mandela, símbolo da luta pela liberdade", recordou a embaixada do Irão num comunicado.
A reação iraniana segue-se a uma carta da Fundação Walter e Albertina Sisulu pela Justiça Social, dirigida à mesma embaixada, na qual condena os ataques levados a cabo por Israel e pelos Estados Unidos e que afetaram infraestruturas civis, industriais e nucleares.
A Fundação qualificou estes raides de "violações do Direito Internacional, nomeadamente a Carta das Naçôes Unidas, o Direito Internacional Humanitário e o Tratado sobre a Não-Poliferação das Armas Nucleares, sublinhando o compromisso contínuo do Irão, enquanto signatário deste tratado.
-0- PANA CU/MA/NFB/JSG/DD 30março2026

