Très mortos em ataque de drones no leste da RD Congo
Kinshasa, RD Comgo (PANA) - Três pessoas, todas elas civis, morreram num ataque de drone contra um edifício onde residem tranalhadores humanitários em Goma, a prinicipal cidade da província de Kivu-Norte, no leste da República Democrática do Congo (RDC), soube a PANA de fonte oficial.
Uma das vítimas, mortas na noite de terça para quarta-feiras últimas, é um empregado francês do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), no edifício situado em Goma, cidade sob o controlo do grupo armado M23, há mais de um ano, segundo um comunicado da Missão de Manuntençaãi da Paz das Nações Unidas na RDC (MONUSCO)
O ataque de drone danificou igualmente residências civis, segundo amesma fonte.
Reagindo ao sucedido, o representante adjunto do Secretário-Geral das Nações Unidas na RDC, Bruno Lemarquis, condenou firmemente esta escalada de violência.
“Condenou com a maior firmeza o uso de armas de ataque e de drones que colocam em perigo as populações civis e o pessoal das Nações Unidas. Esta escalada da violência é profundamente preocupante”, indignou-se Lemarquis, cumulativamente chefe interino da MONUSCO.
Apresentou as suas sinceras condolências à família enlutada, aos próximos e colegas do membro do falecido, assim como às famílias dos dois outros indivíduos.
Saudou a “dedicação e o profissionalismo do pessoal das Nações Unidas ao serviço do povo congolês, expressando a sua ”solidariedade" com todas as pessoas afetadas por este ato de violência.
Frisou que os ataques contra o pessoal das Nações Unidas podem constituir crimes de guerra no sentido do Estatuto de Roma que institui o Tribuna Penal Internacional (TPI).
Recordou a todas as partes em conflito das suas obrigações em virtude do Direito Internacional, nomeadamente os princípios de distinção e proteção das populações civis e dos locais civis.
Pediu um inquérito aprofundado sobre as circunstâncias deste incidente, sublinhando a necessidade de "um inquérito rápido" independente e credível" a fim de identificar os responsáveis e levá-los perante a justiça.
Num comunicado de imprensa, o UNICEF declarou-se “devastado e indignado pela morte do nosso colega Karine Buisset”.
Por sua vez, o Secretário-Geral (SG) das Nações Unidas, António Guterres exprimiu a sua indignação na sequência desta tragédia.
“Com o UNICEF, endereçamos as nossas mais sinceras condolêancias à sua família, aos seusamigos e aos seus colegas do UNICEF”, declarou do seu lado o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, num briefing em Nova Iorque (Estados Unidos).
Segundo Escritório de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA), trata-se de um segundo trabalhador humanitário morto na RDC no decurso deste ano.
Desde janeiro último, mais de 650 incidentes similares, relativos aos trabalhadores humanitários, foram assinalados em todo território congolês, disse o OCHA.
Nas redes sociais, o Presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou que Karine Buisset era de nacionalidade francesa, oferecendo à sua família, aos seus próximos e aos seus colegas “o apoio e as condolências da Nação.”
Numa ofensiva efémera, em janeiro de 2025, o M23 apoderou-se de vastas parcelas de terra nas províncias de Kivu-Norte e Sul, ricas em recursos naturais.
-0- PANA MA/BAI/IS/DD 12março2026

