Agência Panafricana de Notícias

Presidente da Guiné-Bissau reafirma declarações sobre morte de Nino Vieira

Bissau- Guiné-Bissau (PANA) -- O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, reafirmou, quarta-feira, que personalidades políticas estiveram envolvidas nos assassínios do ex-Presidente João Bernardo "Nino" Vieira e de Tagmé Na Waié ex-chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, em Março de 2009.
Em declarações aos jornalistas após ter regressado ao país proveniente de França, Malam Bacai Sanhá afirmou que, perante as informações de que dispõe, não podia evitar falar do assunto e nos moldes em que o fez.
"Evitar porquê? Eu não sou um Presidente de ziguezagues.
Digo aquilo que penso e aquilo que sei.
Eu sou Presidente da República, por conseguinte, estou na posse dos relatórios preliminares da comissão de inquérito e os relatórios dizem isso", disse Malam Bacai Sanhá.
O chefe de Estado guineense disse ainda não compreender as críticas que lhe são feitas por ter falado desse assunto no estrangeiro (França) numa entrevista à revista Jeune Afrique.
"Por que haveria de ter receio de dizer isso? Porque é que tenho que evitar aquilo que um dia será público, ou querem ter um Presidente que não diz a verdade? Eu penso que é minha obrigação dizer a verdade", considerou Bacai Sanhá.
O Presidente guineense reconheceu, por outro lado, que, antes da intervenção militar do passado dia 1 de Abril, a situação do país "estava a progredir bem", mas que agora "é o momento de todos trabalharem para colocar a Guiné- Bissau "na rota do desenvolvimento".
"Os meus homólogos quiseram saber isso, como vai o país.
Há essa preocupação, dos meus homólogos, amigos da Guiné-Bissau", afirmou Malam Bacai Sanhá, quando questionado como é que os seus homólogos olham para o país a partir de mais essa crise.
"Mas, a Guiné-Bissau continua a ser Guiné-Bissau e a cooperação com a comunidade internacional continua de pé, estamos a contar com a cooperação de todos os países que sempre cooperaram com a Guiné-Bissau e mais outros que certamente vão entrar", concluiu o chefe de Estado guineense.