Agência Panafricana de Notícias

Parceiros preparam nova mesa redonda para financiar eleições no Tchad

Paris- França (PANA) -- Uma mesa redonda para mobilizar fundos com vista a financiar a realização das próximas eleições no Tchad será organizada nos próximos dias, anunciou à PANA o presidente do Comité de Acompanhamento do acordo de 13 de Agosto de 2007, concluído entre os partidos da maioria presidencial e os da oposição democrática.
Segundo Nagoum Yamassa, esta mesa redonda poderá realizar-se em Paris (França) ou em Nova Iorque (Estados Unidos), como o deseja a União Europeia (UE), para mobilizar novos parceiros em torno do processo eleitoral.
Ele não precisou a data para a nova mesa redonda, mas exprimiu o desejo de que ela seja organizada antes do Verão.
Segundo um calendário apresentado pela Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI), as eleições legislativas decorrerão a 28 de Novembro de 2010 no Tchad, seguidas das autárquicas a 12 de Dezembro próximo.
A primeira volta das eleições presidenciais realiza-se a 23 de Abril de 2011.
Mas o recenseamento eleitoral, que devia iniciar-se a 21 de Março último, foi adiado para 15 de Abril corrente, devido a uma falta de meios financeiros o que faz pairar dificuldades sobre o respeito do cronograma da CENI.
O orçamento eleitoral para todas estas operações estaria estimado em 38 milhões de euros, ou 25 biliões de francos CFA.
"Pensamos globalmente a nível dos actores políticos que se o recenseamento se iniciar efectivamente a 15 de Abril (.
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) podemos recuperar o tempo perdido e respeitar o cronograma.
Se for mais tarde será um problema", afirmou Nagoum Yamoussoum.
O presidente do Comité de Acompanhamento do Acordo de 13 de Agosto de 2007 veio em missão em Bruxelas (Bélgica) e em Paris para contactar França, a União Europeia e a Organização Internacional da Francofonia (OIF), parceiras que apoiaram os actores políticos tchadianos para o diálogo na conlusão e aplicação do acordo de 13 de Agosto.
"Ninguém deseja o adiamento das eleições pois isto levantará muitos problemas em termos de organização.
Nós desejamos vivamente que as eleições presidenciais se realizem em Abril como previstas.
O intervalo já é muito curto entre as legislativas, as autárquicas e as presidenciais", disse.
Segundo o também secretário-geral do Movimento Patriótico para a Saudação (MPS, partido no poder), se as primeiras eleições forem adiadas, isto complicará a tarefa tanto aos partidos políticos como à CENI.
Ele explicou que os desembolsos são sempre um pouco difíceis pois, entre as previsões orçamentais e as realizações, há sempre um tempo de espera, sem contar a mudança da equipa governamental que se traduziu numa desaceleração político-administrativa.
Garantiu, no entanto, que após os seus encontros em Bruxelas e em Paris, "existe uma boa esperança que não apenas o que foi previsto vai ser colocado à disposição da CENI, mas também o défice que foi constatado será colmatado.
Houve anúncios que foram feitos incluindo os do Governo tchadiano que se comprometeu a fazer um esforço suplementar".