Agência Panafricana de Notícias

Líbia intensifica prospeção petrolífera e do gás

Tripoli, Líbia (PANA) – O presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia, Mustapha Abdeljelil, afirmou terça-feira em Doha, no Qatar, que o seu país vai intensificar nos próximos anos as suas atividades de prospeção petrolífera e do gás, e desenvolver vários campos descobertos em offshore e onshore, informa a Agência Líbia de Notícias (LNA).

Num discurso pronunciado durante a sessão de abertura do primeiro Fórum dos Países Produtores do Gás Natural, ele precisou que estas descobertas esperadas reforçarão a posição da Líbia entre os países exportadores de petróleo e gás.

« O povo líbio trabalhará para fazer do seu país um membro ativo da comunidade internacional para realizar a paz e a prosperidade de todos os povos », declarou Abdeljelil.

Sublinhou que os cidadãos e os interesses dos amigos da Líbia e os seus parceiros estão em segurança na nova Líbia que « vai trabalhar para respeitar as convenções internacionais ».

Ele declarou que o seu país desempenhará um papel ativo na etapa seguinte, honrando as suas obrigações de redução das emissões de gás com efeito de estufa graças à adoção da legislação necessária para assegurar um ambiente estável e seguro.

« A produção de gás líbio começou a retomar-se progressivamente, enquanto quantidades consideráveis foram exportadas para a Europa através da Itália no gasoduto marinho no início de novembro corrente », acrescentou Abdeljelil.

Ele considerou que tal se fez « num tempo recorde, tendo em conta os graves eventos vividos pela Líbia », em alusão à revolução do povo líbio que provocou a destituição do regime do coronel Muamar Kadafi.

Abdeljelil sublinhou a necessidade de que a transparência seja a norma básica em matéria de trocas de informações e de cooperação entre os países-membros do Fórum dos Países Exportadores de Gás.

A primeira cimeira dos países produtores de gás natural discute vários assuntos, incluindo a questão da prioridade concedida pelos países exportadores, a questão do investimento bilateral e a cooperação técnica entre os membros do Fórum.

O Fórum agrupa 11 países, designadamente a Rússia, o Irão, o Qatar, a Argélia, o Egito, a Líbia, a Nigéria, Trinidade e Tobago, a Bolívia, a Venezuela e a Guiné Equatorial.

-0- PANA HMM/BY/AAS/IBA/MAR/IZ 16nov2011