Israel diz reforçar relações com Somalilândia
Hargeisa, Somalilândia (PANA) - O ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Sa'ar, declarou que a sua visita, terça-feira última ao Estado separatista da Somalilândia (Somália), visou reforçar as relações entre as duas partes, soube a PANA de fonte oficial.
De acordo com Somaliland Standard (media local), o diplomata israelita escreveu na página X (ex-twitter) que “foi uma grande honra o facto de efetuar a sua primeira visita oficial à Somalilândia a convite do Presidente Abdirahman Mohamed Abdullahi (da Somalilândia).”
“Estamos determinados a fazer progredir as relações entre Israel e a Somalilândia com dinamismo e determinação”, declarou como mensagem clara da sua visita.
Disse ter tido discussões profundas com o Presidente e altos responsáveis governamentais, no tocante às relações entre as duas partes.
Sublinhou que o reconhecimento mútuo e o estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países não visam ninguém em particular.
“O nossos objetivo comum é promover o bem-estar dos nossos dois povos e nações. Só Israel decidirá quem reconhecerá e com quem manterá relações estatais", indicou durante a sua visita.
Também acrescentou que o Presidente Abdirahman lhe informou aceitar o convite do primeiro-ministro israelita, Benjamim Netanyahu, de rumar para Israel por uma visita oficial.
Uma delegação de alto nível chefiada por Sa'ar deslocou-se a Hargeisa, a capital do Estado separatista da Somalilândia, num contexto de segurança reforçada nesta cidade, reportou Somaliland Standard.
Trata-se da primeira delegação enviada pelo Estado de Israel à Somalilândia desde que este país anunciou, a 26 de dezembro de 2025, reconhecer oficialmente a Somalilândia como um Estado Independente.
O reconhecimento da Somalilância por Israel foi condenado por numerosos países e organizações internacionais.
O presidente da Comissão da UA (CUA), Mahmoud Ali Youssouf, rejeitou qualquer reconhecimento da região separatista somali, reafirmando de maneira inequívoca a posição de longa data e constante da UA,baseada nos princípios consagrados no Ato Constitutivo da UA.
Trata-se, em particular, do "respeito pela intangibilidade das fronteiras herdadas da independência, conforme a decisão de 1964 da Organização da Unidade Africana (OUA), de acordo com Youssouf.
Rejeitou formemente qualquer iniciativa ou ação no sentido de reconhecer a Somalilândia como uma entidade independente, recordando que este território permanece parte integrante da República Federal da Somália.
Considerou qualquer tentativa de atentar contra a unidade, soberania e integridade territorial da Somália “contrária” aos princípios fundamentais da União Africana e “suscetível de abrir um perigoso precedente com implicações consideráveis para a paz e estabilidade em todo o continente africano.”
Reiterou o "compromisso infalível da UA a favor da unidade, da soberania e integridade territorial da Somália, bem como o apoio total aos esforços envidados pelas autoridades somali para consolidarem a paz, reforçarem as instituições do Estado e promover uma governação inclusiva.
Israel anunciou o reconhecimento da Somalilândia, tornando-se assim no primeiro país a fazê-lo.
Benjamim Netanyahu declarou que o seu país tenciona estender imediatamente a sua cooperação com a Somalilândia nos setores da agricultura, da saúde e da tecnologia.
Durante uma recente reunião, o Conselho de Segurança das Nações Unidas reafirmou o seu respeito pela soberania, integridade territorial, independência política e unidade da Somália, como o tinha reafirmado na sua resolução 2809 (2025) de 23 de dezembro de 2025.
-0- PANA MA/BAI/IS/DD 06janeiro2026

