Agência Panafricana de Notícias

Golpistas na Gâmbia vivem na Alemanha, nos Estados Unidos e no Reino Unido, diz Jammeh

Banjul, Gâmbia (PANA) - O Presidente gambiano, Yahya Jammeh, declarou que os que atacaram terça-feira última o Palácio Presidencial na capital, Banjul, são dissidentes baseados nos Estados Unidos, na Alemanha e na Grã Bretanha.

"Foi um ataque de grupo terrorista apoiado por potências estrangeiras que não vou citar atualmente", acusou o dirigente gambiano quando comentava na televisão nacional quinta-feira última.

O chefe dos golpistas, tenente-coronel, Lamin Sanneh, e outros oficiais do Exército nacional gambiano foram mortos no ataque, informou.

"Hoje, falo com vocês com o coração pesado", indicou o Presidente gambiano na sua primeira reação ao tiroteio descrito como uma tentativa de golpe de Estado.

"Conheço as pessoas ligadas a toda esta conspiração. Vou apresentá-las na televisão. São apoiadas por potências que não poço citar atualmente", indicou o chefe de Estado gambiano aos seus apoiantes em Banjul.

Declarou que alguns dos assaltantes são oficiais demitidos do Exército gambiano que pensavam que, por terem trabalhado na Presidência, sabiam de tudo.

Frisou que nenhuma força humana pode controlar a Presidência.

Ele advertiu que qualquer pessoa que atacar a Gâmbia será abatida, seja quem for quem o apoia, prometendo que o seu país não será colonizado pela segunda vez e que a África Ocidental já não será reduzida à escravidão.

O Presidente Jammeh disse possuir um computador portátil encontrado na posse de assaltantes contendo informações.

Acrescentou que armas apreendidas na mesma ocasião são onerosas e fabricadas nos Estados Unidos.

Revelou que o tenente-coronel Sanneh não pode ter comprado estas armas porque se instalou nos Estados Unidos há bem pouco tempo.

Altos responsáveis do Exército e civis foram detidos em Banjul e Kanifing por causa desta tentativa de golpe de Estado.

Desde a sua acessão ao poder em 1994, através de um golpe de Estado, enquanto oficial do Exército de 29 anos de idade, Jammeh venceu quatro eleições, designadamente em setembro de 1996, outubro de 2001, setembro de 2006 e novembro de 2011.

Seus detratores acusam-no de dirigir um dos mais repressivos regimes no mundo.

-0- PANA MSS/SEG/FJG/JSG/MAR/DD 02jan2015