Agência Panafricana de Notícias

Diplomatas da SADC saúdam resultados da Cimeira de Luanda

Roma, Itália (PANA) - Os embaixadores dos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC)  junto da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma, congratularam-se  com os resultados obtidos na Cimeira África realizada de 24 a 25 de novembro corrente em Luanda (Angola), soube a PANA de fonte oficial.

Também se regozijaram com os resultados obtidos na cimeira do G20 ocorrida na África do sul.

Este manifesto aconteceu quinta-feira última na capital italiana,  durante a preparação  da 179.a  sessão  do conselho da FAO a  ter lugar em dezembro próximo.

A seu ver, a declaração final da da cimeira de Luanda recorda que, ao longo de 25 anos, a parceria entre África e a Europa evoluiu de um quadro político para uma agenda estratégica abrangente.

Também consideraram que a mesma está alinhada com  a agenda 2063 da União Africana (UA), com prioridades estratégicas da união Europeia (UE) e a agenda 2030 das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável.

De acordo com um comunicado, esta cimeira, ocorrida num contexto global marcado por conflitos, tensões geopolíticas, pobreza, desigualdades persistentes, transição digital e energética, mudanças climáticas e crises humanitárias, reafirmou o compromisso conjunto com a ordem internacional, baseada no direito, no reforço do multilateralismo eficaz e na necessidade de ações concretas, e não apenas declarações de intenção.

Neste contexto garantem que a Cimeira de Lunada  assegurou  a primazia da carta das Nações Unidas, do respeito pela soberania, integridade territorial e prevenção do uso da força.

Também reforça a necessidade de reformar as instituições internacionais, nomeadamente o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), tornando-as mais inclusivas e representativas.

A Embaixadora de Angola em Roma, Josefa Correia Sacko, que apresentou os resultados da cimeira de Luanda, assegurou que, no âmbito do desenvolvimento sustentável e integração económica, a implementação  do “Global Africa-Europe, o apoio à Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA),  à diversificação económica e ao desenvolvimento de cadeias de valor africanas, incluindo minerais críticos e infraestruturas chaves, com referência ao Corredor de Lobito (litoral centro de Angola) , merece atenção especial.

De acordo com a diplomata angolana, representante permanente de Angola junto da FAO e das outras agências das Nações Unidas na Itália (como o Programa Alimentar Mundial), ficou reforçado, com as transições digital, energética e climática, o compromisso para o acesso à energia limpa para 100 milhões de africanos até 2030, a digitalização inclusiva, o combate às alterações climáticas e o financiamento climático mais justo.

“ A declaração final da 7.ª Cimeira UA-UE(em Luanda) reafirma que África e a Europa estão conscientes das suas interdependências. A parceria é hoje, mais política, mais económica, mais multissetorial, mais orientada para ação”, disse Josefa Sacko.

Acrescentou que o mesmo fórum teve um significado particularmente especial por assinalar os 25 anos da Parceria Estratégica UA-UE, iniciada no Cairo (Egito) em 2000.

 “Um quarto de século depois, os dois continentes reencontraram-se em Luanda para reafirmarem que esta parceria é não apenas necessária, mas estrutural na arquitetura do multilateralismo contemporâneo”, ressaltou  a embaixadora de Angola.

 Os 25 anos desta parceria, entre África-Europa lembra, desta feita,  que o essencial não é apenas manter o diálogo, mas transformar esse diálogo em resultados tangíveis para os dois  povos, concluiu.

-0- PANA JF/DD 29novembro2025