Agência Panafricana de Notícias

China reconstrói Palácio da Presidência da República em Cabo Verde

Praia, Cabo Verde (PANA) – As obras para a reconstrução do Palácio da Presidência da República de Cabo Verde, a cargo de técnicos chineses, arrancam esta sexta-feira com o lançamento da primeira pedra do projeto que deve ser executado no prazo de 15 meses, apurou a PANA na cidade da Praia de fonte oficial.

Trata-se de um projeto no valor de 14 milhões de dólares americanos (mais de um milhão de contos cabo-verdianos), e que prevê transformar o edifício, situado no centro histórico da capital cabo-verdiana, num “palácio luxuoso e com dignidade” para acolher o mais alto magistrado da nação cabo-verdiana.

Para o efeito, dois terços da área ocupada pelo atual Palácio da Presidência será totalmente remodelada e transformada, mas as obras não vão implicar qualquer alteração na fachada do edifício de modo a se salvaguardar a sua identidade enquanto património nacional.

A remodelação deste edifício, construído no século XIX para servir de residência e local de trabalho aos governadores coloniais portugueses, vai ser feita na sequência de um pedido feito pelo do ex-Presidente da República, Pedro Pires, pouco antes de terminar o seu segundo mandato em setembro de 2011.

“Este é o presente que deixo ao próximo Presidente. Pelo menos, ele vai ter um Palácio bom, à altura da dignidade da Presidência da República”, afirmou na altura Pedro Pires, logo depois da assinatura dum memorando entre o Governo de Cabo Verde e a empresa chinesa IPPR, que projetou e vai executar estas obras.

O antigo chefe de Estado cabo-verdiano (2001-2010) congratulou-se, na mesma altura, com o facto de o país ficar com um Palácio da Presidência “digno mas, ao mesmo tempo, cómodo e funcional para trabalhadores, técnicos, o próprio Presidente da República e o seu staff".

Uma obra de “grande importância” para Pedro Pires que, há muito, vindo a insistir na "dignidade que deve ter a Presidência da República”.

“Este Palácio, a meu ver, ganhou a simpatia dos Cabo-Verdianos e até um novo nome, também lhe chamam Palácio do Platô. Tudo isso torna, pelo seu simbolismo, necessárias a sua modernização e adequação às novas funções”, regozijou-se Pires, que se envolveu pessoalmente na elaboração do projeto, concebido por um arquiteto cabo-verdiano.

As obras de remodelação deveriam ter arrancado desde o ano passado, mas atrasos verificados na adaptação do edifício da Imprensa Nacional para albergar provisoriamente os serviços da Presidência da República, motivaram o adiamento do seu começo.

Se tudo correr como previsto, o atual presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, e o seu staff deverão regressar ao Palácio ampliado e remodelado, no segundo semestre de 2015, a um ano do fim do mandato do chefe de Estado, eleito em agosto de 2011.

O ato de lançamento da primeira pedra das obras de remodelação vai ser presidido pela ministra das Infraestruturas e Economia Marítima, Sara Lopes, na presença de Jorge Carlos Fonseca, do ministro das Relações Exteriores, Jorge Borges, e do embaixador da China em Cabo Verde, Su Jian.

Desde o início das relações entre os dois países em 1976, os Chineses já construíram os Palácios da Assembleia Nacional e do Governo, o Auditório Nacional, a Biblioteca Nacional, a Barragem de Poilão e o Estádio Nacional recentemente concluído.

Para além de muitas outras obras importantes e emblemáticas para Cabo Verde, o Governo Chinês projecta ainda edificar um Complexo Educativo na ilha do Sal.

-0- PANA CS/IZ 25abril2014