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Argélia criminaliza colonialismo francês no seu território

Túnis, Tunísia (PANA) - A Argélia criminalizou o colonialismo francês no seu território, em conformidade com um relatório da Comissão Paritária sobre as Disposições Objeto de desacordo entre as duas câmaras do Parlamento argelino, soube a PANA de fonte oficial.

Os membros do Conselho Argelino da Nação adotaram domingo último, por unanimidade, o texto de lei sobre a criminalização do colonialismo francês na Argélia.

Tomando a palavra nessa ocasião, o ministro argelino dos Moudjahidines e Titulares de Direito, Abdelmalek Tacherif, reiterou que a Argélia vitoriosa garante a recuperação dos direitos pela solidez da legislação e pelo enraizamento do Estado de Direito.

Moudjahidine (ou mujahideen) é o plural de mujahid, um termo árabe para quem realiza o jihad, frequentemente traduzido como "lutador" ou "guerreiro santo" que luta pela fé ou comunidade.

A Comissão Paritária, constituida entre as duas câmaras do Parlamento para examinar as disposições objeto de desacordo neste texto de lei que criminaliza a colonização francês na Argélia, focalizou-se, no seu relatório, na "precisão das terminologias, o levantamento de qualquer ambiguidade eventual e na harmonização entre os diferentos artigos, o governante.

Ela fê-lo em conformidade com as diligências que visam consagrar a posição soberana do Estado argelino no assunto da memória porque este texto traduz “a passagem da reivindicação de reconhecimento oficial dos crimes coloniais do registo do compromisso moral ou simbólico para um quadro jurídico e institucional claro”, disse.

A colonização francesa na Argélia durou 132 anos, desde a tomada da cidade de Argel, a 5 de juiho de 1830, à proclamação da independência, a 5 de juilho de 1962.

-0- PANA YY/IN/IS/DD 13abril2026