Itália satisfeita com aproximação com Líbia

Tripoli, Líbia (PANA) - A Itália concede uma grande importância à manutenção dum diálogo ativo com todos os que esperam com impaciência uma amizade sincera da Líbia para o interesse exclusivo do seu povo e da sua autodeterminação, indica um comunicado oficial do Governo italiano publicado terça-feira.

O comunicado segue-se a um encontro "amigável e longa" ocorrido terça-feira em Benghazi, no leste da Líbio, entre  o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Enzo Moavero Milanes, o comandante do Exército Nacional Líbio, o marechal Khalifa Haftar.

De acordo com a nota, o encontro "reforçou os laços estreitos com a Itália num clima de confiança sólida" e permitiu aos dois interlocutores terem "uma larga convergência" a fim de cooperar intensamente com vista a "uma Líbia Unificada e Estável".

O diplomata italiano considerou que os Líbios devem permitir aos seus concidadãos exercerem a sua soberania e decidirem livremente sobre o seu rumo, como conclusão do processo político, nomeadamente através das eleições livres e transparentes que sejam organizadas em condições de segurança favoráveis.

Citado na nota, o marechal Haftar realçou a política externa da Itália, "necessária para a Líbia", graças às iniciativas e diversas propostas que caraterizam este compromisso".

Expressou a vontade de dar contribuições ao apoio ativo da segurança, da estabilidade e do diálogo em prol de todos os Líbios, lê-se no comunicado.

O ministro italiano dos Negócios Estrangeiros e o comandante do Exército Nacional Líbio versou essencialmente sobre a evolução da situação local e internacional e as relações entre a Líbia e a Itália, bem como sobre a cooperação entre os dois países em vários setores.

Segundo o Escritório de Informação do Comando Geral do Exército líbio, foram abordadas também, durante estas discussões, as próximas eleições líbias e os meios de garantir a sua realização e preservá-las de eventuais fraudes.

Da agenda constaram igualmente a cooperação entre os dois países na luta contra o terrorismo e a emigração clandestina, e a busca de soluções a nível dos países europeus a fim de se eliminarem estes fenómenos.

A Itália comprometeu-se a apoiar qualquer proposta das Nações Unidas favorável à estabilidade da Líbia, de acordo com o comunicado.

Porém, a Itália é acusada por Benghazi, controlado pelo marechal Hafter, de apoiar a cidade de Misrata (no noroeste de Tripoli), dando-lhe um suporte militar, diplomático e logístico, o que deteriorou as relações entre Haftar e as autoridades italianas.

Por outro lado, a Itália critica Hafter por ser amigo da França que lhe dá apoio militar e política, situação que resulta numa concorrência entre estas duas potências europeias.

-0- PANA BY/BEH/SOC/DD 12set2018

12 september 2018 14:31:29


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