Inaugurado 1º centro de reabilitação de deficientes em Cabo Verde

Praia- Cabo Verde (PANA) -- O primeiro Centro Nacional de Reabilitação dos Deficientes (CNRD) foi inaugurado esta quinta- feira na cidade da Praia, pelo Primeiro ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, soube-se no mesmo dia de fonte segura.
O CNRD foi edificado num terreno de mil e 580 metros quadrados, doado, em Dezembro de 1991, pela Câmara Municipal da Praia à Associação Cabo-verdiana dos Deficientes Visuais (ADEVIC), para a construção da sua sede social.
Posteriormente, ADEVIC juntou-se Associação Cabo-verdiana dos Deficientes e juntos reuniram os meios necessários para transformar o projecto inicial de uma simples sede para este centro especializado a atender pessoas portadoras de deficiência em Cabo Verde.
O presidente da ACD, David Cardoso, considera que o CNRD vai dar um contributo inestimável à reabilitação física dos 7.
183 portadores de deficiência motora em Cabo Verde, (56 por cento da população deficiente nacional), ao que se seguirá a sua integração social e económica.
No caso da compensação física, informou, o CNRD propõe-se oferecer aos deficientes motores o fornecimento de próteses, fabricados no próprio local, e a reparação dos mesmos.
Segundo David Cardoso, o centro vai dar assim novas possibilidades para os deficientes mais carênciados serem beneficiados com os recursos próprios do CNRD e o apoio do Governo e da sociedade nos seus tratamentos.
Entre dois a três meses é o tempo que pode levar para o seu arranque efectivo, disse David Cardoso, garantindo que esforços estão a ser desenvolvidos para o equipamento do centro, bem como a formação de técnicos.
Tendo em vista a sustentabilidade do CNRD, a ACD abriu no local um ciber café, com bar, cursos de informática e outros serviços, que já obteve financiamento de uma ONG holandesa, a mesma que vai custear a construção de um elevador no edifício que possui três pisos.
Com o objectivo de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos deficientes, neste espaço vão ser, igualmente, garantidas aulas de linguagem gestual, audiometria e formação na feitura das próteses auditivas.
Para o chefe do Governo cabo-verdiano, o trabalho que as duas associações dos deficientes vêm fazendo "deve servir de referência e de exemplo" a todos os cabo-verdianos, na certeza de que o país precisa de "gente com objectivos claros, com capacidade para assumir os desafios e com o empenhamento suficiente para realizar os seus sonhos".
Uma vez que as organizações dos deficientes sempre manifestaram ao Governo a sua vontade em desenvolver parcerias para levar avante os seus projectos, José Maria Neves acha que os deficientes "merecem assumir eles mesmos o protagonismo" de tudo o que fazem nestas ilhas de Cabo Verde.
Ao prestar a devida homenagem ao seu esforço de inserção na sociedade, lembrou que o Executivo, através do Programa Nacional de Luta contra a Pobreza, contribui com cerca 30 mil contos (cerca de 270 mil dólares) para o financiamento do Centro, estando a trabalhar neste momento para legislar sobre o trabalho dos deficientes, no âmbito do novo Código Laboral em preparação.

15 Fevereiro 2003 13:55:00


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