Imprensa mauritana especula sobre futuro do país após golpe de Estado

Nouakchott- Mauritânia (PANA) -- O futuro da Mauritânia depois do golpe de Estado de 6 de Agosto, que levou ao poder um Alto Conselho de Estado de 11 oficiais dirigidos pelo general Mohamed Ould Abdel Aziz, foi esta semana o principal assunto na manchete da imprensa local.
Evocando os riscos de isolamento internacional da Mauritânia, o diário Biladi sublinha que "pela primeira vez da sua história, o país corre o risco de aparecer como um pestífero entre as nações", lembrando a decisão da União Europeia de congelar a sua ajuda não humanitária.
De acordo com o jornal, há "dois campos de acção que é preciso explorar com seriedade e rigor: a diplomacia e a comunicação" para tirar a Mauritânia do seu mau caminho.
Qualificando de "desastre" o golpe de Estado contra o Presidente Sidi Mohamed Ould Cheikh Abdallahi, o semanário Le Calame estima que abandonar a Mauritânia à sua sorte não seria uma boa ideia.
De acordo com este jornal "abandonar a Mauritânia nestes tempos febris não seria, na verdade, uma boa ideia".
Por seu turno, o diário nacional, Horizon, consagra um largo espaço às diferentes manifestações de apoio à Junta militar organizadas em quase todo o pais e interpreta-as como "um sinal de adesão dos Mauritanos ao movimento de rectificação".

16 Agosto 2008 12:07:00


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