Imprensa líbia destaca Cimeira da UA em Charm el-Cheikh

Tripoli- Libía (PANA) -- Os jornais líbios destacaram nas suas edições desta semana os trabalhos da 11ª Cimeira da União Africana (UA), sobretudo o discurso no qual o coronel Muamar Kadafi afirmou, na sessão de encerramento, que África se dirige colectivamente para um Governo Federal na próxima cimeira de Addis Abeba em Janeiro de 2009.
Este discurso teve um grande eco na imprensa líbia, que considerou que esta decisão é uma concretização das esperanças de um bilião de Africanos, apelando para a criação dum Governo único que vai permitir a recuperação dum continente que carece dum mecanismo executivo para o advento duma África que imponha respeito no mundo e prova que é um continente de homens livres e de senhores.
Por outro lado, os jornais líbios ressaltaram esta semana os trabalhos da sessão do Parlamento interino árabe, encerrada no Cairo, no Egipto, a 1 de Julho passado e durante a qual os participantes sublinharam o seu desacordo a qualquer tentativa ou projecto que prejudique a sua organização regional e alertaram contra o perigo do projecto da União para o Mediterrâneo (UPM) na unidade da organização regional árabe (a Liga Árabe).
O jornal "Al-Chams" relatou que as resoluções do Parlamento interino árabe sublinharam a importância da consolidação das relações árabo- africanas e do trabalho para reactivar as instituições de complementaridade afro-árabe, apelando à Liga Árabe para trabalhar em conjunto com a União Africana para coordenar os seus esforços sobre as questões económicas, sociais e políticas.
Por sua vez, o jornal "Oya" abriu um dossier sobre a corrupção financeira e administrativa nos países árabes e africanos, escrevendo que "os dados e as estatísticas indicam que 23 por cento dos habitantes destes países têm um rendimento individual de dois dólares americanos por dia (África do Norte), enquanto o rendimento médio dos países subsarianos não ultrapassa um dólar americano".
O jornal acrescenta que as estimativas do Banco Mundial relativas a subornos e desvios de fundos anuais fixam-se em cerca 400 biliões de dólares americanos na região do Médio Oriente e da África do Norte, enquanto nos países subsarianos dados da União Africanas indicam que o valor dos desvios atingiu uma média de 148 biliões de dólares americanos por ano, sublinhando que este montante equivale a 25 por cento do valor total do rendimento anual destes países.

05 Julho 2008 17:54:00


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