Imprensa líbia analisa visita de Kadafi a Bruxelas

Tripoli- Líbia (PANA) -- A visita iniciada terça-feira pelo guia da revolução líbia a Bruxelas a convite do presidente da Comissão da União Europeia (UE), Romano Prodi, e do primeiro-ministro belga Guy Verhofstadt, dominou a atenção dos diários líbios.
O Jornal de Tripoli Al-Fajr Al-Jadid consagrou uma grande parte da sua primeira página à conferência de imprensa conjunta do coronel Muamar Kadafi e Romano Prodi, destacando a afirmação de Kadafi segundo a qual a Líbia dirigiu o movimento de libertação em África e no Terceiro-Mundo.
O diário deu a conhecer que o coronel Muamar Kadafi insistira na importância do papel desempenhado pelo seu país no reforço da cooperação regional, advogando que "não pode haver verdadeira cooperação na região mediterrânica sem o envolvimento de Tripoli".
Por seu turno, o diário Al-Chams qualificou esta visita de histórica, recordando que o coronel Kadafi qualificou, perante a imprensa internacional, em Bruxelas, o seu encontro com o Presidente e os membros da Comissão da UE de histórico.
Por outro lado, o diário tripolitano realçou o "acolhimento caloroso" reservado ao líder líbio pela comunidade africana que reside em Bruxelas qualificando-o de "fenómeno destacado e único".
Al-Chams adianta que os africanos saíram às ruas de Bruxelas para saudar o coronel Kadafi e o seu grande papel na concretização do sonho dos pais fundadores e das aspirações das populações africanas à unidade, à integração e a um futuro melhor.
Por seu turno, o diário Al-Jamahirya sublinhou a importância do papel desempenhado pela Líbia na consolidação da cooperação entre as duas margens do Mediterrâneo e na activação do processo de Barcelona e do Diálogo 5+5.
O diário destacou, no seu editorial intitulado "a tenda alta em Bruxelas" aludindo à tenda Beduíno do coronel Kadafi construída nos jardins do castelo de Val Duchesse, indicou que o homem "veio inaugurar uma nova era das relações internacionais, enterrar ódios que remontam a séculos passados e confrontos longuínquos entre África e a Europa, entre os Árabes e o Ocidente e entre o Sul e o Norte".
O diário prossegue escrevendo que a Europa, que se interessou pelo aperto de mão entre Kadafi e Prodi, está consciente de que é uma ponte estabelecida entre o Velho continente e os milhões de árabes, africanos e cidadãos do Terceiro Mundo.

29 Abril 2004 19:36:00


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