Imprensa homenageia mulheres no Benin

Cotonou- Benin (PANA) -- O Sindicato dos Profissionais dos Mídias do Benin (SYNAPROMEB) aproveitou a celebração, esta segunda-feira 8 de Março, do 15º Dia Internacional da Mulher para homenagear as mulheres do sector pela sua participação na renovação da imprensa no seu país.
O SYNAPROMED publicou segunda-feira um comunicado de imprensa para exprimir às mulheres da imprensa "o seu grande orgulho de contar com elas entre os animadores da imprensa beninense, sobretudo devido ao seu talento particular e à sua qualidade".
"Quer sejam editoras, apresentadoras, grafistas, secretárias, técnicas ou repórter de imagens, elas provam, cada dia, o seu amor pela profissão e as suas capacidades de dar o seu melhor nas tarefas que lhes são confiadas", sublinha o sindicato.
Consciente das dificuldades que encontram na execução das suas tarefas, o SYNAPROMED encoraja as profissionais da imprensa "a continuar firmemente a desempenhar a sua partição para a renovação da imprensa beninense".
Antes limitada a algumas jornalistas e apresentadoras do Gabinete da Radiodifusão e Televisão do Benin (ORTB), a presença das mulheres é cada vez mais observada na imprensa desde o advento do sector audiovisual privado.
Embora ainda vítimas de marginalização, as profissionais beninenses dos mídias impõem-se cada vez mais no seu ambiente, mais no sector audiovisual do que na imprensa escrita.
Apesar de a Agênica Noticiosa do Benin (ABP, pública) ter sido a primeira em 1994 a ter na sua redacção oito mulheres das 20 que entraram na profissão, as agências noticiosas são as mais afectadas pela ausência da classe feminina.
Nenhuma mulher figura entre os membros da actual direcção da instância de regulação da imprensa (HAAC), e embora algumas ocupem postos não menos importantes no seio das associações profissionais, estas estruturas são dirigidas por homens que ocuparam igualmente todos os postos à frente do Centro de Imprensa.
Apenas duas mulheres dirigem jornais diários, Reine Azifan do jornal público "La Nation", e Sylvia d'Almeida, do jornal privado "Nokoué", enquanto duas das cinco televisões privadas são dirigidas por mulheres.
A televisão pública tem como editor-chefe uma mulher, bem como a Agência Noticiosa do Benin, que nomeou para este posto a única mulher da sua equipa.

08 Março 2010 10:56:00


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