Imprensa francófona advoga fim de privação de liberdade contra jornalistas

Niamey- Níger (PANA) -- O presidente da União Internacional da Imprensa Francófona UIPF), o Ivoiriense Alfred Dan Moussa, apelou terça-feira a todos os Estados francófonos para renunciarem à pena de privação de liberdade contra jornalistas com vista a proteger a sua imagem, soube a PANA no local.
Os países do espaço francófono devem tender para a supressão da pena privativa de liberdade, renunciar definitivamente ao encarceramento de jornalistas e à proibição de publicação e de venda de jornais, estimando que isto vai da sua imagem, declarou Moussa durante os trabalhos dos estados gerais da imprensa que decorrem em Niamey desde segunda-feira.
"Quando se exige a conclusão do debate sobre a supressão da pena de privação de liberdade, isto que dizer que, em primeiro lugar, a UIPF deve exigir do Governo nigerino e de outros governos francófonos que ainda tardam a admitir o princípio para aderirem definitivamente à supressão da pena preventiva de privação de liberdade", indicou.
"Disto depende a protecção da sua imagem, pois a protecção da imagem dum país não tem preço", acrescentou Dan Moussa.
Para o presidente da UIPF, as instituições legislativas e judiciais não têm sempre instrumentos apropriados para apreciar e julgar o trabalho dos jornalistas.
Por conseguinte, ele estimou ser preciso dispor de instituições reguladoras e de autoregulação animadas por jornalistas profissionais experientes e dedicados à tarefa.
"Os Governos devem estar à margem desta matéria, confiando os jornalistas aos jornalistas", afirmou.
O Níger poderá, no termo destes estados gerais da imprensa, figurar entre os países que suprimiram esta pena, estimam observadores.
Este país empreendeu, há quatro anos, reflexões e lançou, em consonância com profissionais da imprensa, um processo tendente a despenalizar o delito da imprensa, substituíndo-o por penas de multas.

30 Março 2010 18:21:00




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