Imprensa angolana destaca liberalização no mercado cambial

Luanda- Angola (PANA) -- A recente decisão do governo angolano de liberalizar o mercado cambial que, em menos de uma semana, levou o dólar americano a uma forte depreciação face ao kwanza local, foi a manchete da maioria dos jornais publicados em Luanda durante a semana que findou.
"Dólar em queda livre", é o título do semanário Agora, segundo o qual o Banco Nacional de Angola está a pôr em prática um conjunto de medidas destinadas a conter a inflação.
Segundo o jornal, paira o optimismo de que, até ao fim do ano, se venha a reduzir o índice inflacionário da moeda na ordem dos 65 por cento.
Pode a equipa económica enfim sorrir? interroga-se, por seu turno o Semanário Angolense.
De acordo com o hebdomadário, a cultura da moeda sadia não se encontrava, como não se encontra estabelecida no mundo político que não sabe, e possívelmente não se interessa em saber, que a inflação resulta do défice público gerado na esfera política e que tem como consequência a tribulação do pobre.
"A saúde da moeda é um elemento importante da cidadania, uma parte esencial da constituição da Nação", escreve o Angolense.
Por seu lado, A Capital, um outro semanário publicado em Luanda, titula que "FMI torce o nariz à economia angolana", para argumentar que o fraco engajamento político nas reformas económicas, inflação e falta de transparência continuam a ofuscar o crescimento económico do país.
Para o único diário do país, Jornal de Angola, o "governo não está a manipular a taxa de câmbio" e cita o ministro-adjunto do primeiro-ministro, Aguinaldo Jaime, como tendo negado acusações de alguns círculos de que o governo estaria a manipular administrativamente a redução da taxa de câmbio que se regista no mercado há cerca de duas semanas.

15 سبتمبر 2003 07:00:00


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