Imprensa angolana destaca aniversário da morte de Agostinho Neto

Luanda- Angola (PANA) -- A Comemoração do 17 de Setembro, consagrado em Angola como dia do herói nacional, em mémoria do primeiro presidente Agostinho Neto, esteve entre os destaques da imprensa publicada em Luanda durante a semana que findou.
"Agostinho Neto morreu há 24 anos", títula o semanário Agora para quem o dr.
Eduardo Macedo dos Santos, médico assistente de Neto, guardou um silêncio absoluto sobre a morte do primeiro presidente, até falecer há três anos em Lisboa.
A morte de Eduardo Macedo não apagou as versões contraditórias que permanecem sobre as verdadeiras razões da morte de Neto no seio do MPLA, o seu partido e no poder, onde já se ouviu especulações de que "os soviéticos mataram o Neto", diz o jornal.
Com o título de capa "Resgatar com os olhos secos o legado de Agostinho Neto", o bissemanário Folha 8, por sua vez, lembra que um dos aspectos mais marcantes da trajectória e do legado de Neto "é o seu discurso político, forjado na visão que tinha do mundo, fruto das circustâncias próprias que a vida lhe proporcionu".
A Capital, um outro semanário que sai ao sábado na capital angolana titula na sua manchete que "Com Agostinho Neto seria diferente", citando uma das passagens da entrevista com a viúva do ex-presidente, Maria Eugénia Neto.
"O Presidente Neto tinha uma grande autoridade, e tinha sido líder da libertação nacional", de acordo com Eugénia Neto na sua entrevista com A Capital.
Nascido a 17 de Setembro de 1922, na região de Kaxicane, na província angolana do Bengo, António Agostinho Neto morreu de doença a 10 de Setembro, na ex-União Soviética, deixando a viúva e três filhos.
De acordo com historiadores, a estatura intelectual, política e cultural do poeta Agostinho Neto ultrapassou as fronteiras de Angola e guindou-se, reconhecidamente, a nível do mundo.

21 septembre 2003 20:55:00


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