Oposição manifesta-se por eleições livres em Cabo Verde

 

Praia, Cabo Verde (PANA) - Um grupo de cidadãos apoiantes de Carlos Veiga, candidato derrotado nas eleições presidenciais de 12 de Fevereiro passado, manifestou-se terça-feira, na Praia, por "eleições justas e livres" no arquipélago.

A marcha, que culminou com um comício na Achada de Santo António, o mais populoso bairro da capital cabo-verdiana, Carlos Veiga reafirmou a intenção de recorrer a instâncias internacionais contra a "fraude eleitoral" que diz ter ocorrido nas eleições que perdeu a favor do actual Presidente Pedro Pires.

Na manifestação, que reuniu cerca de duas mil pessoas, o candidato do Movimento para a Democracia (MPD, maior partido da oposição) derrotados nas eleições presidenciais explicou que a iniciativa partiu de um grupo de cidadãos "inconformados" com a forma como as eleições foram "manipuladas".

Carlos Veiga prometeu “lutar juntamente com estas pessoas que aderiram à marcha e fazer uma caminhada tranquila rumo a eleições que sejam deveras livres, transparentes e obedeçam ao Estado de direito democrático".

Por sua vez, o presidente do MPD, Agostinho Lopes, presente na manifestação, considerou a derrota de Carlos Veiga como "virtual" e afirmou que a "indignação popular" ficou "clarificada" com a marcha que mobilizou cerca de duas mil pessoas.

Esta manifestação teve lugar na véspera da tomada de posse de Pedro Pires como Presidente da República e foi acompanhada por um forte dispositivo de segurança montado pela Polícia de Ordem Pública (POP).

O pedido de impugnação do escrutínio de 12 de Fevereiro apresentado por Carlos Veiga junto do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), enquanto Tribunal Constitucional, foi julgado improcedente, uma vez que a instância máxima da justiça em Cabo Verde considerou que as irregularidades e anomalias invocadas pelo candidato derrotado não punhem em causa a vontade popular expressa nas urnas.

 
Praia - 22/03/2006
 
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