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| Polícia destrói 30 quilos de droga na Guiné-Bissau
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Bissau, Guiné-Bissau (PANA) -
A Polícia Judiciária (PJ) da
Guiné-Bissau incinerou quarta-feira 20 quilogramas de cocaína e 10 de
haxixe apreendidos nas últimas semanas na capital do país, constatou
a PANA em Bissau.
A quantidade da droga destruída corresponde a 150 milhões de francos
CFA (cerca de 229 mil euros), segundo o chefe da Direcção de
Prevenção e Investigação da PJ guineense, Alexandre Forbs.
Falando a jornalistas no final da incineração, Forbs destacou que
"este acto serve para demonstrar o empenho das autoridades do país na
luta contra o tráfico de droga".
Segundo ele, a Guiné-Bissau tem vindo a transformar-se num país de
trânsito para o tráfico da droga proveniente normalmente da América
Latina, sobretudo do Brasil, com destino à Europa.
Por isso, explicou, o governo guineense está a tomar medidas para
intensificar o combate contra os traficantes de droga que se
aproveitam da fraca fiscalização existente no país.
Forbs reconheceu que o país "tem dificuldades e carências de vária
ordem" facto aproveitado pelos traficantes "que optam normalmente
pela parte mais fraca para traficar a droga".
Porém, sublinhou, estão em curso medidas para fazer face à situação
visando travar essa onda de narcotráfico "que tem vindo a ganhar
espaço no país".
"Esta iniciativa de hoje é um alerta à comunidade nacional e
internacional para afirmar que o país não pactua com a situação",
insistiu Forbs sem no entanto avançar pormenores alegadamente "para
não prejudicar as investigações em curso".
A incineração da droga surge cerca de duas semanas após a divulgação
de um estudo do Gabinete das Nações Unidas de Controlo da Droga
e Prevenção do Crime (ONUDC) em que a Guiné-Bissau é qualificada de
"paraíso" para os traficantes.
No estudo, citado pelo semanário guineense "Nô Pintcha", o director
do ONUDC para a África Ocidental e Central, Antonio Mazitelli,
considera que a Guiné-Bissau constitui actualmente "uma das
principais placas giratória do circuito comercial da droga".
Para aquele responsável da ONU, os traficantes, sobretudo da América
Latina, aproveitam a inexistência da fiscalização em várias das ilhas
desabitadas do arquipélago dos Bijagós para transportar a droga para
a Europa.
"O país tem um número muito limitado de polícias, tem falta de meios
apropriados para travar a onda de tráfico de estupefacientes e ainda
um sistema judicial que funciona de forma deficiente e pouco sensível
aos casos de corrupção", afirmou.
Segundo Mazitelli, antes de a Guiné-Bissau se tornar na placa
giratória, os traficantes utilizavam várias zonas desocupadas do
arquipélago de Cabo Verde.
No entanto, as medidas de fiscalização impostas pelas autoridades
cabo-verdianas levaram os traficantes a optar pela Guiné-Bissau,
disse.
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| Bissau - 12/10/2005 |
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