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| Cabo Verde investe mais de 200 milhões de euros no sector energético
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Praia, Cabo Verde (PANA) -
O Governo de Cabo Verde prevê investir
entre 200 e 250 milhões de euros para superar os problemas
energéticos do país e que podem condicionar o crescimento da economia
do arquipélago, sobretudo do sector do turismo, soube-se sexta-feira
na Praia de fonte oficial.
Um estudo efectuado pela empresa brasileira Simonsen Associados,
divulgado quinta-feira na Praia, prevê que, até 2025, Cabo Verde terá
de triplicar a sua capacidade energética, passando dos actuais 80
megawatts para cerca de 300.
Para o efeito, o director-geral da Indústria e Energia, Abraão Lopes,
revelou que o Governo está a mobilizar parcerias público-privadas e
financiamentos junto do Banco Mundial, do Banco Africano de
Desenvolvimento (BAD) e do Banco Japonês para o Desenvolvimento,
precisando haver já um leque de parceiros identificados e acordos
assinados.
"Estamos a falar de um crescimento exponencial em termos de
necessidades energéticas que será consumida principalmente pelos
grandes empreendimentos turísticos que estão a surgir nos quatro
principais centros de consumo que são Santiago, São Vicente, Sal e
Boavista", explicou Abraão Lopes.
Os quatro parques eólicos que serão instalados nessas ilhas vão
permitir gerar cerca de 28 megawatts de potência, correspondentes a
18 por cento do total da produção energética das zonas.
Abraão Lopes disse trata-se de um grande projecto, que deverá começar
a ser implementado no segundo semestre deste ano com financiamentos
já garantidos.
"Os investimentos são extremamente avultados, estamos a falar, para
as energias e ólicas, de cerca de um milhão e meio de euros por cada
magawatt instalado. O projecto já tem uma estimativa de cerca de 140
milhões de euros e há uma sociedade multinacional participada por
cinco países europeus que vão co-financiar o projecto, mas do ponto
de vista da parceria público-privado", precisou.
Segundo Abraão Lopes, a conclusão do projecto irá repercutir-se na
redução da factura energética em termos de importação de
combustíveis, além de melhorar o impacto no meio ambiente.
"Esta aposta passará primeiramente pelo desenvolvimento massivo das
energias eólica, solar e também das ondas do mar”, uma vez que “a
situação a nível internacional está extremamente complicada, com o
preço do petróleo a subir constantemente, e portanto é uma situação
insustentável principalmente para as economias como a de Cabo Verde",
sustentou o director-geral da Indústria e Energia.
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| Praia - 25/04/2008 |
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