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| Presidente nigeriano exige inquérito sobre escândalo da Siemens
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Lagos, Nigéria (PANA) -
O Presidente da Nigéria, Umaru Yar'Adua,
ordenou às agências de segurança do país para investigar sobre a
presumível corrupção de vários responsáveis nigerianos pela companhia
de telecomunicações alemã Siemens com um montante de 10 milhões de
euros, em troca dum contrato lucrativo.
Um comunicado do porta-voz da Presidência, Olusegun Adeniyi, sublinha
que "qualquer pessoa declarada culpada será punida".
O escândalo de corrupção, revelado na semana passada por um jornal
estrangeiro, dominou os títulos da imprensa local durante três dias
sucessivos.
Os jornais locais divulgaram a lista completa dos responsáveis
governamentais, incluindo quatro ex-ministros da Comunicação e um
senador em exercício, que estariam implicados no caso, bem como o
montante que cada um recebeu (10 milhões de euros) alegadamente dados
pela Siemens.
Responsáveis na Líbia e na Rússia foram igualmente citados neste
escândalo.
Mas, o partido da oposição Congresso da Acção (AC), ao descrever este
escândalo como "uma vergonha nacional", pediu ao Governo "para ir
mais longe", investigando sobre os oito anos de administração do
Presidente cessante, Olusegun Obasanjo, particularmente sobre um
outro presumível caso de corrupção que implicou membros do seu
Governo.
O AC lembrou que houve um escândalo similar no qual responsáveis do
Governo nigeriano e do partido no poder receberam seis milhões de
dólares americanos de suborno da Wilbros, uma companhia norte-
americana de serviços petrolíferos, em troca dum lucrativo contrato
de gás.
"O escândalo da Wilbros, num montante de seis milhões de dólares
americanos e o da Siemens mostraram que a administração de Obasanjo
era um poço perdido de corrupção, apesar da luta contra este vício e
a atitude de pequeno santo de Obasanjo", denunciou o AC.
A principal formação da oposição exortou a administração de Yar'adua
a "mobilizar a sua coragem" para investigar sobre o seu predecessor
em relação às alegações de corrupção da sua administração.
Por outro lado, o ministro nigeriano da Justiça, Michael Andoakaa,
declarou que vai reunir-se esta segunda-feira com o embaixador da
Alemanha na Nigéria para obter mais pormenores sobre este escândalo.
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| Lagos - 19/11/2007 |
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