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| RSF denunciam decisão da Justiça burkinabe sobre caso Zongo
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Paris, França (PANA) -
A organização de defesa da liberdade da imprensa
Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou terça-feira a decisão do procurador
do Burkina Faso de concluir o inquérito sobre o assassinato do jornalista
Norbert Zongo e de três companheiros seus em Dezembro de 1998.
Numa declaração divulgada em Paris, a RSF considera que esta decisão "não é
manifestamente o resultado dum exame sério mas releva uma vez mais duma
riposta rápida e inábil com forte teor político".
De acordo com a RSF, algumas passagens contidas na primeira versão do
relatório da Comissão de Inquérito Independente (CEI) sobre o assassinato do
jornalista tinham sido adulteradas sob pressão de dois dos seus membros que
representam o Governo.
"Nestas condições, mantemos que elas são susceptíveis de fortificar as
acusações que teriam sido julgadas muito fracas ou de dar aos factos novos
desenvolvimentos úteis para a manifestação da verdade", defendeu o
organização.
Em Julho último, o juiz Wenceslas Ilboudo pronunciou uma improcedência favor
do único inculpado no assassinato do jornalista, um membro da guarda
presidencial identificado como Marcel Kafando.
A RSF, que considera este dossier como "altamente político", afirma que
Norbert Zongo foi assassinado por membros da guarda presidencial e pelo irmão
do chefe de Estado burkinabe, François Compaoré.
Zongo, director do semanário "L'Indépendant", foi encontrado morto carbonizado
no seu veículo a 13 de Dezembro de 1998.
Ele investigava sobre as circunstâncias da morte do motorista pessoal de
François Compaoré, David Ouédraogo.
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| Paris - 25/10/2006 |
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