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| Presidente nigeriano enumera desafios das nações africanas
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Abuja, Nigéria (PANA) -
O Presidente nigeriano, Umaru Yar'Adua,
lamentou o facto de a maioria dos países africanos estarem hoje
confrontados com inúmeros desafios alarmantes relativos à quase
inexistência de infra-estruturas e à debilidade das instituições e
estruturas de governação.
Yar'Adua, que falava sábado numa cerimónia comemorativa do 10º
aniversário da morte do general nigeriano Shehu Musa Yar'Adua,
indicou que tais disfunções resultam da má governação económica e
política, da corrupção, da etnicidade, da política egoísta de
intolerância e da falta de compromisso com os ideais nacionais.
"Temos tendência a imputar esta situação aos nossos antecedentes
coloniais e à partilha (territorial) desestruturada que deu lugar ao
surgimento de Estados pobres e frágeis no nosso continente",
desabafou o chefe de Estado nigeriano afirmando que, todavia, "não
podemos negar o facto de que vários flagelos de África foram
causados e perpetuados pelos próprios Africanos".
Segundo ele, a regeneração do continente deve ser dirigida pelos
próprios Africanos pois "ninguém de fora do continente virá enfrentar
por nós os nossos desafios do desenvolvimento".
"África deve produzir líderes engajados, orientados para o serviço à
nação e tementes a Deus, imbuídos da necessária coragem, enfoque,
dedicação, clarividência e patriotismo para conduzir a transformação
do continente".
Yar'Adua indicou que "os desafios da construção da nação são
superáveis se subscrevermos os princípios fundamentais da democracia,
da boa governação, da livre empresa e da legalidade", acrescentando
que "dada a realidade do fenómeno da globalização, precisamos
necessariamente do apoio e da parceria produtiva do mundo
desenvolvido, para nos ajudar a reposicionar África como continente
de paz, seguro, estável e próspero".
O Presidente nigeriano disse que a sua administração já elaborou o
roteiro para a transformação da Nigéria numa agenda de sete pontos
que sintetizam o seu pacto com a população, ressaltando que esta
agenda representa a reposta a curto e médio prazos aos desafios
inerentes ao desejo da Nigéria de ingressar no clube das 20 maiores
economias do mundo até 2020.
"Reconhecemos que só podemos alcançar os nossos objectivos se o nosso
desejo estiver enraizado no respeito absoluto do princípio da
legalidade e da transparência e responsabilização na condução
da acção governativa".
Reconhecendo igualmente ter o dever de estancar o ciclo vicioso que
perpetuou o subdesenvolvimento, a pobreza endémica e a instabilidade
no continente, Yar'Adua disse sentir-se amplamente reconfortado por
saber que o continente dispõe de "líderes visionários, corajosos e
engajados como o meu irmão, Presidente Paul Kagamé, que podem dirigir
a transformação de África".
Agradeceu a Kagamé "por honrar-nos com a sua presença nesta
celebração anual em memória de um verdadeiro filho de África que
viveu e morreu defendendo os ideais de serviço, honestidade, coragem,
integridade, lealdade, dedicação e fé em Deus e no país".
O general Shehu Musa Yar'Adua, segundo comandante do Exército
nigeriano nos anos 70, morreu em circuntâncias controversas durante a
sua detenção por alegado envolvimento numa tentativa de golpe de
Estado.
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| Abuja - 16/03/2008 |
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