Zâmbia avalia impacto da SIDA no sector da eduacação

Lusaka- Zâmbia (PANA) -- O governo zambiano designou um comité encarregue de examinar as consequências globais do HIV/SIDA no sector da educação com vista a ajudar os responsáveis a formular estrtatégias eficazes para conter a situação, soube-se domingo de fonte oficial.
Numa entrevista concedida à PANA, a coordenadora da luta contra o HIV/SIDA junto do ministério da Educação, Irene Malambo, indicou que uma sociedade de consultoria namibiana(Social Impact Assessement and Policy Analysis Corporation) está encarregada deste estudo, mas não deu dados pormenorizados sobre o trabalho do comité.
"Estamos conscientes do facto de que nesse momento, um bom número dos nossos professores estão doentes enquanto aqueles que gozam de boa saúde para trabalhar devem pedir autorização para assistir aos funerais.
Isso significa que o contacto entre o professor e aluno se reduz, em consequência desta pandemia do HIV/SIDA, declarou Malambo.
O flagelo, sublinhou, afectou igualmente todos os alunos, porque muito deles tornaram-se órfãos, por terem perdido um ou os seus país fulminados pelo HIV/SIDA.
A responsável salientou que uma das consequências imediatas da pandemia é o aumento repentino do número de estudantes que procuram por uma ajuda financeira do governo.
De acordo com Malambo, a grande pressão em matéria de solicitação de bolsas torna irrisória a soma total consagrada todos os anos, pelo Estado, às subvenções, cerca de 49,2 mil milhões de kwachas (cerca de 12 milhões de dólares americanos).
O secretário-geral adjunto da União dos professores do liceu da Zâmbia, Emmanuel Zulu, considera a pandemia do HIV/SIDA como " a pior desgraça que jamais se abateu sobre a nossa comunidade".
De acordo com aquele responsável, embora não esteja disponível uma estatística precisa sobre a mortalidade dos professores no país, a situação "é simplesmente horrível" tendo em conta que cada distrito regista hoje a morte de um professor por semana.
De acordo com dados oficiais publicados pelo ministério da súde, o número de mortos entre os professores é de pelo menos 1.
570 pessoas por mês.
Os respensáveis do ministério, entre os quais Irene Malambo, não se pronunciam sobre este dado, afirmando que a situação real será conhecida quando da publicação do relatório de avaliação do impacto do HIV/SIDA nas escolas zambianas, prevista para daqui a dez meses.

02 Dezembro 2002 10:47:00


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