Washington pronto a contribuir para resolução da crise de Darfur

Cartum- Sudão (PANA) -- O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Cartum, Gerard Galluci, anunciou que o seu país estava pronto a trabalhar estreitamente com o governo sudanês para achar uma saída política na crise que abala Darfur, região oeste deste país.
O diplomata americano reconheceu, durante uma conferência de imprensa convocada quarta-feira em Cartum, ter havido notáveis melhorias na situação no Sudão, tendo em conta a assinatura de um acordo entre o governo deste país e o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, no princípio de Julho.
De facto, Annan insistiu quarta-feira na necessidade de Cartum agir rapidamente para controlar as milícias árabes acusadas de perpetrar atrocidades contra populações civis negras africanas em Darfur.
Todavia, Annan absteve-se de marcar um prazo para que Cartum cumprisse as suas promessas de desarmar as milícias Djandjawids acusadas de levar a cabo uma campanha brutal que fez mais de 10 mil mortos e um milhão de deslocados.
Prosseguindo, Galluci encorajou o governo sudanês a continuar a facilitar a canalização de ajuda humanitária às pessoas afectadas pelo conflito.
"Estão a ser envidados esforços para levar as duas partes à mesa de negociações", afirmou Galluci.
Galluci reconheceu, porém, que Cartum fez progressos consideráveis ao abrir corredores humanitários, assim como ao aceitar que o pessoal das Nações Unidas em Genebra (Suíça) desempenhasse um papel no mecanismo de acompanhamento dos direitos humanos em Darfur.
Mesmo assim, os Estados Unidos vão submeter ao Conselho de Segurança, uma resolução em que ameaçam Cartum com sanções, porque "as preocupações se intensificam" a respeito de uma situação qualificada de pior catástrofe humanitária dos últimos tempos.
Domingo último, os líderes do Movimento de Libertação do Sudão (SLM) e do Movimento Justiça e Igualidade (JEM) abandonaram as consultas que decorriam em Addis Abeba (Etiópia), sob os auspícios da União Africana (UA), afirmando que só se comprometeriam em discussões directas com Cartum após o desarmamento dos Djandjawids.
Os responsáveis da UA prometeram, no entanto, segunda-feira, inistir nas suas tentativas de levar Cartum e os dois grupos rebeldes à mesa de negociações.

23 Julho 2004 13:20:00




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