Wade preocupado com degradação da situação na Côte d'Ivoire

Dakar- Senegal (PANA) -- O chefe de Estado senegalês e presidente em exercício da Comunidade económica dos Estados da África ocidental (CEDEAO), Abdoulaye Wade, lamentou quinta- feira em Dakar as escaramuças registadas no mesmo dia no centro-oeste da Côte d'ivoire, entre as forças leais e as do Movimento patriótico ivoiriense do Grand Ouest (Mpigo), fieis ao ex-chefe de estado Guei Robert.
"Lamento o que aconteceu.
Numa altura em que estavamos a contornar a crise, um novo probleme surgiu e complicou um pouco a situação", disse o presidente Wade no final de uma audiência com o ministro francês dos Negócios estrangeiros, Dominique de Villepin.
"Estou de acordo com a proposta de de Villepin, de reunir o mais rapidamente possível, por um lado, o presidente burkinabe Blaise Compaoré e o presidente ivoirense Laurent Gbagbo no Mali e, por outro lado, convocar uma nova cimeira da CEDEAO", salientou, anunciando que vai já convocar os chefes de Estados da sub-região a partir desta sexta-feira para a realização dste encontro.
Quanto ao envio à Côte d'ivoire de uma força de interposição da CEDEAO, o presidente Wade reafirmou a decisão do Senegal de participar nela e de tomar o seu comando.
"Prometemos enviar soldados à Côte d'ivoire.
Agora, cabe à CEDEAO tomar a decisão.
O Senegal comprometeu-se de forma irreversível em a tomar o comando da ECOMOG (força de interposição).
Se a CEDEAO decidir enviar esta força, o Senegal cumprirá com o seu compromisso", disse, impondo todavia condições para tal.
"A nossa deslocação ao terreno está condicionada a um mínimo de acordo político.
Não vamos à Côte d'ivoire para fazer a guerra.
É preciso que haja um mínimo de acordo e que a nossa missão seja bem defenida", salientou o presidente Wade.

29 Novembro 2002 11:23:00


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