Vice-Presidente gambiana advoga medidas para igualdade do género

Banjul- Gâmbia (PANA) – A Vice--Presidente gambiana Isatou Njie Saidy apelou segunda-feira ao fórum das organizações da sociedade civil africana sobre o género para tomar medidas e ajudar a realizar a igualdade de género no continente.
Saidy, também ministra encarregue dos Assuntos Femininos, falava em Banjul durante um encontro de dois dias das organizações da sociedade civil africana antes da cimeira da União Africana (UA) prevista para 1 a 2 de Julho na capital gambiana.
“Durante estes dois dias, vamos propor e encontrar um consenso sobre os passos concretos e dinámicos que devemos dar nos nossos países respectivos, particularmente a nível social, para responder a estes desafios”, disse.
A Vice-Presidente gambiana afirmou que as mulheres continuam a ser mal respresentadas e figuram entre as mais pobres porque ganham menos que os homens e não participam nas estrucuturas de tomada de decisões e de gestão.
Outros desafios incluem o estado insalubre da saúde reproductiva, a violência contra as mulheres e a falta de implementação eficaz dos mecanismos de coordenação e de instituições de género.
“Uma decisão decisiva pemitir-nos-á declarar, em 2015, no termo do balanço da Platforma de Acção de Beijing e dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, que a desigualdade de género foi banida dos livros históricos do continente africano", disse.
Notou que, apesar dos desafios, houve algum progresso no continente em relação à igualdade de género, citando como exemplo a eleição de Ellen Johnson-Sirleaf como primeira Presidente em África e chefe do Estado da Libéria.
Este encontro consultivo sobre o género, em prelúdio à cimeira da UA, foi organizado por uma rede de grupos de mulheres sob o lema "Género é a minha agenda".
De acordo com as organizadoras, o objectivo deste forum, o oitavo duma série de actividades, consiste em fazer pressão com vista à efectivação da "declaração solene sobre a igualdade de género em África (SDGEA) feita pelos chefes de Estado e de governo africanos em Julho de 2004.
A SDGEA apela para a implementação contínua da igualdade de género na UA e a nível regional, para a ratificação do protocolo da Carta Africana sobre os Direitos Humanos e dos Povos e sobre os Direitos das Mulheres em África, assim como para a protecção das mulheres contra a violência e discriminação.
A campanha está a ser coordenada pelas Mulheres Africa Solidariedade (FAS), uma organização que trabalha para ajudar as mulheres africanas a assumirem o seu papel na busca da paz e na resolução de conflito em parceria com o Centro Africano para o Desenvolvimento e Estudos dos Direitos Humanos (ACDHRS).

26 Junho 2006 19:41:00


xhtml CSS