Vice-Presidente burundês na cimeira sobre clima em França

Bujumbura, Burundi (PANA) – O segundo Vice-Presidente do Burundi, Joseph Butore, encarregado das Questões Económicas e Sociais, está entre os líderes mundiais presentes  em Paris (França), na cimeira internacional sobre as mudanças climáticas (COP 21)  a decorrer de 30 de novembro a 11 dezembro de 2015, soube-se de fonte oficial na capital burundesa.

À sua partida de Bujumbura no fim de semana, o chefe da delegação burundesa à conferência de Paris disse ser portador duma contribuição para uma importante cimeira chamada a encontrar um acordo internacional sobre o clima, cujo objetivo global é limitar o aquecimento climático mundial a 2 °C, até 2030.

O projeto de « Documento de Contribuição Prevista Determinada a Nível Nacional » (CPDN), que será apresentado em Paris, prevê, entre outros, arborizar no Burundi pelo menos oito mil hectares de florestas por ano, durante 15 anos, a partir de 2016.

O documento prevê ainda substituir, em 100 porcento,  até 2030, todos os fornos de carbonização tradicionais e todos os focos tradicionais.

A outra medida de contribuição nacional para a redução de gás com efeito de estufa, que ameaçam perigosamente o planeta terrestre, é substituir progressivamente os adubos minerais pelos fertilizantes orgânicos  no setor da agricultura que continua a ser a  primeira atividade da economia nacional.

O Burundi é, sem dúvida, fracamente industrializado para contribuir sensivelmente para a emissão de gás com efeito de estufa e a degradação do clima à escala mundial, segundo ambientalistas locais, que acham no entanto que ao país não faltam  preocupações em matéria de mudanças climáticas imprevisíveis e já reais.

Os inícios da estação chuvosa acompanham-se, desde setembro último, de novas inundações tornadas recorrentes e  desabamentos de terrenos que já  destruíram muitas estradas, casas de habitação, infraestruturas socioceconómicas,  campos e culturas no país onde 11 das suas 18 províncias estão sob alerta nacional permanente para as catástrofes naturais devidas ao fenómeno climático « El Niño » que se traduz num aumento da temperatura na supercífie da água e em fortes precipitações.

As províncias do norte do país, outrora reputadas pelos seus lagos de aves  hoje mortos por zonas e desertados por aves endémicas, e por uma agricultura florescente, registam,  episódios às vezes longos de ausência de chuvas e de fome devido, desta vez, ao outro fenómeno climático da « Niña » que está na origem das condições climáticas mais secas do que a normalidade em várias zonas do mundo.

-0- PANA FB/BEH/FK/IZ 30nov2015

30 Novembro 2015 08:38:28


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