União Africana ameaça beligerantes somalis com sanções

Dakar- Senegal (PANA) -- A União africana (UA) poderá pedir "imposição de sanções" contra os dirigentes somalis cujas actividades "minam a causa da reconciliação", caso a situação actual persita, advertiu terça-feira Amara Essy, presidente interino da Comissão da organização panafricana, citado num comunicado da mesma instituição.
Essy expressou a sua preocupação em relação a evolução da situação de segurança na Somália, afirmando "estar particularmente preocupado com violações (.
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), por todos os dirigentes que participam da Conferência de reconciliação nacional", da declaração de cessação das hostilidades na Somália assinada em Eldoret (Quénia) a 27 de Outubro de 2002.
Neste comunicado publicado em Addis Abeba (Etiópia) e transmitido à PANA em Dakar, Essy indica que a UA "condena com firmeza estas violações, que estão na origem de perdas inúteis de vidas humanas e da destruição de bens, bem como dos imensos sofrimentos infringidos ao povo somali".
Tais violações "minan a Conferência de reconciliação em curso que visa reataurar a paz e a estabilidade na Somália".
É lamentável que estes actos aconteçam num momento em que esforços gigantescos estão a ser envidados pelos facilitadores do processo de paz conduzido pelo IGAD, com o apoio da UA, com vista a criar-se um mecanismo de controlo da cessação das hostilidades".
Por conseguinte, a UA pede a todos quanto estejam implicados nestas violações "para cessarem imediatamente tais actos".
O Desenvolvimento da África do Leste (IGAD) é composto pelo Djibuti, Eritreia, Etiópia, Quénia, Somália, Sudão e Uganda.

19 Março 2003 11:52:00




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