UIJA pede libertação de jornalistas detidos no Níger

Niamey- Níger (PANA) -- O presidente da União Internacional dos Jornalistas Africanos (UIJA), Lancina Camara, exortou quinta-feira as autoridades nigerinas à clemência para o correspondente de Rádio França Internacional (RFI) no Níger, Moussa Kaka, e outros jornalistas detidos no país.
Falando durante uma conferência de imprensa, Camara declarou ter vindo ao Níger para defender, junto das mais altas autoridades do país, a libertação dos jornalistas encarcerados e discutir com os seus colegas nigerinos o exercício da sua profissão.
"Não vim dar lição.
O objectivo da minha visita ao Níger, um país democrático que consagra a libertade de expressão e de imprensa, é defender a causa de Moussa Kaka e de outros colegas encarcerados no quadro do tratamento da questão do norte.
O meu desejo é que o Presidente da República (Mamadou Tandja) possa amnistiá-lo", precisou Camara.
Convidou os jornalistas nigerinos a demonstrar mais profissionalismo e respeito das regras da sua profissão, sublinhando que a RFI leva actualmente a cabo uma campanha de denegrição do Níger, dos seus dirigentes e do seu povo devido ao caso Moussa Kaka.
"Esta rádio deve medir os termos das suas declarações porque pode suscitar sentimentos insuspeitos devido a esta exageração sob fundo de assassinato mediático", disse o presidente da UIJA.
O jornalista e correspondente da RFI, Moussa Kaka, foi encarcerado depois uma queixa do Estado do Níger que o acusa de conivência com a rebelião no norte do país.
Kaka está detido há cerca de três meses na prisão civil de Niamey, capital nigerina, inculpado de difamação da autoridade do Estado.
Um outro jornalista, Ibrahim Manzo Diallo, editor do jornal "Air Info", está detido há mais de dois meses em Agadez pelos mesmos motivos.
Recentemente, dois jornalistas da cadeia franco-alemã "Arte", Pierre Creisson e Thomas Dandois, foram detidos e encarcerados na prisão civil de Niamey por difamação da autoridade do Estado.
Estes dois jornalistas, em posse duma autorização do Ministério nigerino da Comunicação para fazer uma reportagem sobre a gripe aviária nas regiões de Maradi e de Zinder, desrespeitaram a proibição aos jornalistas de se deslocar ao norte do país por razões de segurança.

27 Dezembro 2007 13:55:00




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