UIDH condena detenção de 5 jornalistas no Mali

Ouagadougou- Burkina Faso (PANA) -- A União Interafricana dos Direitos Humanos (UIDH), sediada em Ouagadougou no Burkina Faso, condenou sexta-feira a detenção de cinco jornalistas e dum professor no Mali por "ofensa e cumplicidade de ofensa ao chefe de Estado".
O jornalista Seydina Diarra do jornal "Info-Matin", os directores desta publicação, Samba Touré, do "Les Echos", Alexis Kalambry, do "Le Républicain", Biram Fall, do semanário "Le Scorpion" e do "Le Courrier", Mahamane Hamey Cissé, foram inculpados e detidos por cumplicidade de ofensa ao chefe de Estado.
Eles são acusados de ter "retomado e comentado" um artigo precedentemente publicado pelo seu colega Seydina Diarra intitulado "A Amante do Presidente da República", baseando num tema de redacção que evoca as estroinices dum Presidente imaginário.
O professor Bassirou Kassim Minta, que propôs o assunto aos seus alunos, bem como o jornalista Seydina Diarra estão detidos desde 14 de Junho último por ofensa ao chefe de Estado e devem comparecer em tribunal a 26 de Junho de 2007.
O Procurador da República que se "auto-apropriou" do assunto qualificou o artigo de "tendencioso", adiantando que seus "autores e co-autores estão sob a alçada da lei".
Consternada por estas detenções, a UIDH pede, num comunicado público, às autoridades malianas a libertação "imediata e sem condição" das pessoas incriminadas.
O comunicado exorta o Presidente maliano, Amadou Toumani Touré, a usar das suas prerrogativas para permitir a libertação dos cinco jornalistas e do professor.
Citado nos últimos anos como exemplo de democracia em África, o Mali ficará prejudicado por estas detenções que "prejudicam a sua imegem e constituem um grave recuo para a liberdada de expressão e de imprensa", sublinha a nota.

22 Junho 2007 13:30:00




xhtml CSS