UNICEF saúda progressos alcançados em luta contra excisão

Cotonou- Benin (PANA) -- O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) congratulou-se segunda-feira com os progressos alcançados na luta contra a excisão e contra outras formas de Mutilações Genitais Femininas (MGF).
Num comunicado divulgado no quadro do Dia Internacional da Luta contra a excisão, o UNICEF saudou as mulheres e os homens que trabalham para pôr termo a estas práticas e fazer respeitar o direito das raparigas a tornar-se em mulheres sem sofrer qualquer dano corporal.
Apesar de alguns sinais de esperança, três milhões de raparigas estão submetidas anualmente a esta prática, deplorou o UNICEF, indicando que a supressão desta prática perigosa e discriminatória é essencial para se alcançarem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) visando melhorar a sáude materna, promover a igualdade dos sexos e reduzir a mortalidade infantil.
"Os métodos mais eficazes para lutar contra esta prática não são para punir os que a perpetuam, mas para propor e defender opções boas", sublinha a instituição onusina lembrando que anualmente três milhões de raparigas em 28 países do continente africano assim como milhares de outras das comunidades de imigrantes na Europa, na América do Norte e na Austrália são submetidas a esta prática.
No mundo, entre 100 e 140 milhões de raparigas e mulheres foram mutiladas ou excisadas, lê-se no comunicado do UNICEF.
Em toda a África Subsariana, no Egipto e no Sudão, criou-se um movimento social para pôr termo a este fenómeno que constitui uma das violações dos direitos humanos mais persistentes e mais espalhadas.
Nestes últimos seis anos, milhares de aldeias na África Ocidental organizaram cerimónias públicas a favor da supressão da excisão e de outras formas de MGF, o que deixa esperar que esta prática venha a desaparecer numa geração, de acordo com a mesma fonte.

06 Fevereiro 2006 21:38:00


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