UNESCO preocupada com morte de jornalista somalí

Dakar- Senegal (PANA) -- O director-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Koichiro Matsuura, exprimiu terça-feira a sua consternação a respeito da morte a tiro do jornalista Mohammed Abbdullahi Khalif, a 5 de Maio em Galkayo, no nordeste da Somália.
"Estou escandalizado pela morte de Mohammed Abdullahi Khalif que foi morto enquanto fazia uma reportagem sobre o mercado de armas na sua cidade", declarou o director-geral da UNESCO num comunicado a que a PANA teve acesso terça-feira.
"Os jornalistas na Somália trabalham em terríveis condições de insegurança.
Correm o risco das suas vidas para dar informações imparciais e fiáveis, e merecem a nossa admiração e o nosso apoio.
Quando pedimos mais segurança para os profissionais dos media, protegemos a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão.
Apelo a todas as partes para pôrem termo aos atentados contra os profissionais de imprensa", acrescentou.
De acordo com o sindicato dos jornalistas somalís, Khalif que trabalhava para Voice, uma cadeia de rádio em Galkayo, teria sido atingido acidentalmente num tiroteio quando soldados tentavam recuperar uma arma roubada.
A Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) assinalou vários eventos recentes que indicam que os jornalistas e os media se tornaram num alvo na Somália.
Trata-se do bombardeamento a 5 de Maio último da sede do diário Ayaamaha, causando a morte dum trauseunte, assim como das instalações de HornAfrik, uma cadeia privada, resultando no ferimento de dois membros do seu pessoal.
Além disso, as salas duma outra cadeia privada, Global Broadcasting Corporation, foram também danificadas da mesma maneira a 14 de Abril último.

16 Maio 2007 19:18:00




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