Paris, França (PANA) – O número de criança não escolarizadas é mais elevado na África Subsariana, indicou sexta-feira a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
De acordo com um relatório mundial de acompanhamento do UNICEF, «a situação é preocupante » a três anos do prazo fixado para atingir o objetivo da educação básica universal.
"Cerca de uma criança em cada quatro com idade escolar nunca foi escolarizada ou deixou a escola sem terminar o programa primário. Portanto, a estagnação observada a nível mundial deve-se largamente à situação na África Subsariana onde o número de crianças excluídas da escola aumentou, passando de 29 milhões, em 2008, para 31 milhões em 2010», segundo o relatório e um estudo do Instituto de Estatíticas da UNESCO.
O documento indica que, na África Subsariana, só a Nigéria conta 10 milhões e 500 mil crianças excluídas da escola, seguida pela Etiópia com dois milhões e 400 mil.
Pelo contrário, o Sul e o Oeste da Ásia realizaram notáveis progressos pois o número de crianças não escolarizadas passou de 39 para 13 milhões entre 1990 e 2010, de acordo.
Noutras regiões, sublinha o mesmo documento, os números atingem cinco milhões nos Estados árabes, 2,7 milhões na América Latina e nos Caraíbas, 1,3 milhão na América do Norte e na Europa Ocidental, 900 mil na Europa Central e Oriental e 300 mil na Ásia Central.
Para a organização onusina, o acesso à educação não é apenas um direito humano mas é também uma possibilidade de escapar à pobreza que abre a via a uma série de benefícios ao longo da vida".
Face a esta situação, a UNESCO pede «um compromisso mundial mais forte e políticas nacionais que dêem prioridade às crianças mais marginalizadas e façam com que elas possam estudar».
Das 61 milhões de crianças não escolarizadas no mundo, pensa-se que 47 porcento nunca irão à escola enquanto 26 porcento escolarizados não terminaram o seu programa e que 27 porcento serão escolarizados, de acordo com o relatório mundial da UNESCO.
-0- PANA BM/AAS/SOC/CJB/DD 16jun2012