UNESCO apela para luta contra racismo e discriminação em África

Nairobi- Quénia (PANA) – Um alto responsável da Or-ganização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação (UNESCO) apelou quarta-feira aos líderes africanos para formular estratégias e políticas visando combater contra o racismo e a discriminação nas suas cidades.
Pierre Sane, assessor do director-geral da UNESCO para as Ciências Humanas e Sociais, disse que estes dois males em África nasceram nas grandes cidades e convidou os prefeitos destas áreas assim como os líderes do continente a lutar pela sua erradicação.
Falando diante de centenas de participantes da quarta Cimeira das Cidades Africanas em Nairobi, onde foi lançada uma coligação contra o racismo e a discriminação, Sane disse que a violência étnica em África continua a ser um grande desafio.
“É triste dizer que em África os antecedentes étnicos levam ao racismo e à discriminação.
Isto retardou o desenvolvimento do continente no combate à discriminação, um mal que precisa da total dedicação para ser eliminada”, declarou Sane aos delegados.
A UNESCO, em colaboração com os países africanos, promove a igualdade no seio das populações independentemente da idade e do género.
A agência onusina apelou aos grupos de defesa dos direitos para continuarem a combater contra a discriminação a que são submetidas as vítimas da pandemia do HIV/Sida, estimando ser importante a sua aceitação na sociedade.
De acordo com Sane, os activistas dos direitos humanos devem levantar-se para defender os sidosos, fazendo com que sejam aceites pela sociedade.

20 Setembro 2006 20:07:00


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