UE vai financiar um programa de reinserção social em Angola

Luanda- Angola (PANA) -- A União Euroepeia, através da Rede europeia para a criança no mundo, prevê a curto prazo financiar o programa de reeducação e de reinserção da criança de rua em Angola, anunciou sábado, em Luanda, o padre Horácio, um clérigo argentino que se dedica há dez anos às crianças angolanas abandonadas.
" A guerra treminou, mas a situação desta camada da sociedade é complexa e continurá a ser diffícil de se resolver devido a pobreza que afecta várias famílias angolanas", afirmou o padre.
Em 1993, pouco após a chegada do padre a Angola, a situação da criança de rua era grave, devido a intensidade da guerra pós-eleitoral que acabava de retomar.
"Desde aquela época, nós temos feito recolhas nas ruas da capital e salvámos um número insestimável de pequenas crianças em estado lastimável ", acrescentou.
Conhecido no país pelas suas actividades de cariade a favor da da criança desprotegida, o padre Horácio é o reponsável do Centro de acolhimento das crinaças de rua do Palanca, um bairro de Luanda situado no município do Kilamba Kiaxi.
Graças a ele, milhares de crianças puderam encontrar as suas famílias depois de terem passado por esse centro onde eles são antes de tudo submetidos a um tratamento médico e reeducados "Vários dentre eles, para não voltarem à rua, são inscritos nas escolas públicas, com a colaboração do ministério da Educação e Cultura", sublinhou o padre argentino cujo centro de acolhimento está também equipado para formar aqueles que serão os futuros quadros do país.
"Para o ano, nós vamos encontrar os parentes de mais 240 crianças, o que faz com que 95 por cento destes meninos retornem ao lar", indicou o padre Horário que é apoiado na sua actividade pelo Conselho das Igrejas episcopais de Angola(COIEPA), o Instituto nacional da criança(INAC) e algumas sociedades petrolíferas.
"O Estado e o COIEPA vão, dentros do próximos dias, assinar um acordo que visa apoiar o Centro do Palanca, nomedamente nos domínios da assistência sanitária, da educação e da reinserção social", afirmou .
Contudo, apesar dos esforços desenvolvidos por este homem da igreja, a situação da criança angolana , em geral, é ainda precária devido a longa guerra civil que devastou o país.
O instituto nacional da criança trabalha no mesmo sentido elaborando estratégias destinadas a estabilizar a vida das crianças de rua.
De acordo com Joana Coelho, uma das responsáveis desta instituição, o INAC dispõe de um conselho técnico composto por quadros de diversos ministérios do sector social, que jogam um palel de advogados e de articulação, no quadro do sistema nacional de protecção integral da criança.
Um relatório recente da ONU sobre Angola, intitulado "Angola e o desafio do pós guerra", indica que a má qualidade do ensino no país faz com que as crianças cresçam sem saber ler nem escrever.
Para Joana Coelho, " a destruição de infra-estruturas escolares e o fluxo de pessoas nas cidades durante a guerra civil estiveram na base desta situação que será em breve corrigida com o fim do conflito".
No que concerne as violências contra a criança, constantemente condenadas pelos media nacionais, ela considera que " o arranque do tribunal de menores, criado em abril último, poderá resolver este problema".
" Tribunal irá jogar um papel importante nas medidas de protecção, de assitência ou educação previstos na lei, nomedamente, a protecção social do menor em conflito com a lei e a defesa, entre outros", concluiu.

26 Novembro 2002 18:08:00


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