UE preocupada com últimos ataques em Darfur

Bruxelas- Bélgica (PANA) -- A União Europeia (UE) exprimiu a sua “viva preocupação” depois dos bombardeamentos efectuados pelo Exército sudanês perto da fronteira tchadiana e dos ataques levados a cabo por Janjawids (milícias progovernamental) no norte de Darfur (oeste do Sudão), indica um comunicado publicado quarta-feira em Bruxelas.
"A UE está extremamente preocupada pela deterioração constante das condições de segurança e pela crise humanitária em Darfur, consequência duma violência acrescida de todas as partes em conflito”, precisa a nota publicada no encerramento da sessão dos ministros dos Negócios Estrangeiros.
O conselho ministerial convida todas as partes a respeitar "com urgência" o cessar-fogo, lembrando a resolução do Conselho de Segurança que prevê que qualquer pessoa que fizez obstáculo ao processo de paz será responsabilizada.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos Vinte e Sete recordaram o relatório final estabelecido no termo das consultas entre a União Africana (UA) e a ONU sobre um apoio pesado das Nações Unidas à Missão da UA no Sudão (AMIS), exigindo do Governo sudanês que aceite “inequívocamente e dentro dos prazos estabelecidos” o desdobramento na “íntegra” desta força.
A UE está dertminada a contribuir para a AMIS durante o período que precede o desdobramento da força híbrida UA-ONU.
Enquanto se espera a decisão do Grupo ACP que deve autorizar que créditos sejam tirados dos recursos do 9ºnono FED (Fundo Europeu para o Desenvolvimento) para o financiamento da AMIS, a UE está pronta para reconstituir os recursos da Facilidade de Apoio Financeiro nas operações de manutenção da paz em África.
Em virtude do Acordo de Cotonou, que rege a parceria ACP-UE, a disponibilização dos meios do FED depende do consentimento do Grupo ACP.
A UE já disponibilizou 400 milhões de euros nas operações AMIS.
Como estes créditos já esgotaram, a UE lança um apelo aos outros doadores de fundos com vista a contribuir para o esforço financeiro a fim de resolver o conflito do Sudão.
A instabilidade na fronteira entre o Sudão e o Tchad, a sua incidência sobre a situação humanitária das populações em Darfur e o seu efeito desestabilizador para toda a região constituem igualmente assuntos abordados pelos ministros europeus dos Negócios Estrangeiros.

08 Março 2007 18:18:00




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