UE e RD Congo analisam envio de força de reacção rápida

Bruxelas- Bélgica (PANA) -- O alto representante da União Europeia (UE) para a Política Exterior e Segurança Comum, Javier Solana, vai deslocar-se à RD Congo para analisar com as autoridades congolesas a planificação da missão duma força de reacção rápida que deverá ser enviada para garantir a segurança nas próximas eleições.
Solana, que partirá para a RD Congo a pedido dos ministros europeus da Defesa reunidos segunda e terça-feiras na Áustria, é o responsável político directo das missões militares da União Europeia fora do espaço geográfico europeu.
No termo do Conselho Ministerial da Defesa, o ministro austríaco, Gunther Platter, declarou que todos os países da União deram um parecer favorável ao envio da força à RD Congo.
Falta fixar se é necessário enviar ao terreno mil e 250 mil homens que devem compôr esta força ou uma unidade de vanguarda de 250 mil homens que terão sido encarregues de proteger o aeroporto internacional de Kinshasa, onde deverá aterrar o contingente se for necessário.
Estava inicialmente marcado o envio desta força à RD Congo entre Março e Julho porque se previa a primeira volta das eleições presidenciais para 9 de Abril.
Com a aprovação da Lei Eleitoral com um pouco de atraso pelo Parlamento de Transição, a primeira volta das eleições presidenciais só poderão decorrer o mais tardar a 18 de Junho, o que dá margem à União Europeia para preparar o envio da sua força de reacção rápida à RD Congo.
Esta força será desdobrada a pedido da ONU para garantir a segurança das eleições antes, durante, e depois das operações de voto, por forma a prevenir confrontos que poderão ser fomentados por partidos descontentes com os resultados eleitorais.

09 march 2006 12:03:00


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