UE condena sucessivas violações do cessar-fogo na Somália

Bruxelas- Bélgica (PANA) -- A União Europeia (UE) ameaçou tomar sanções "selectivas" contra os líderes rebeldes e grupos que "põem em perigo" a paz na Somália.
As sanções selectivas iriam consistir, fundamentalmente, no confisco dos fundos e congelamento das contas bancárias de personalidades somalís, bem como uma proibição de viagem a União Europeia.
Num comunicado divulgado recentemente em Bruxelas, a UE apelou a uma cessação "imediata e duradoura" das hostilidades.
Condenou as repetidas violações de um cessar-fogo assinado a 27 de Outubro de 2002 e, principalmente, os combates que devastaram recentemente as zonas de Mogadíscio e Middle Shebelle.
A UE instou os países a respeitarem escrupulosamente um embargo de armamento decretado pelas Nações Unidas contra a Somália.
Apelou aos vizinhos da Somália a cumprirem a sua promessa de apoiarem e supervisionarem a conferência nacional de reconciliação somalí que tem lugar em Mbagathi (Quénia).
No seu comunicado, a UE exprimiu a sua prontidão em reunir-se com a ONU, a União Africana e a Autoridade Inter-governamental sobre o Desenvolvimento (IGAD) para analisarem as condições para uma supervisão do cessar-fogo, a desmobilização e a reintegração dos ex-combatentes.
Em cumprimento aos princípios tomados pelo Conselho de Segurança da ONU, a UE prometeu apoiar um acordo de paz inclusivo e justo, bem como as instituições encarregues da sua implementação durante o período de transição.

25 Junho 2003 10:11:00




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