UA quer reforçar missão no Sudão antes da chegada da ONU

Banjul- Gâmbia (PANA) – A União Africana (UA) plan-ea reforçar a sua missão no Sudão com de sete mil para 10 mil e 500 elementos antes da de ser substituída eventualmente pela força das Nações Unidas.
No âmbito deste plano, revelado em Banjul pelo presidente da Comissão da UA, Alpha Oumar Konare, serão reforçados o efectivo civil com dois mil e 200 polícias, o comando da força e a estructura de controlo da AMIS (Missão da UA no Sudão).
O plano propõe também a revisão do actual mandato da AMIS por forma a criar um ambiente favorável à implementação do Acordo de Paz de Darfur (DPA), assinado a 5 de Maio de 2006 em Abuja, na Nigéria.
A AMIS reforçada deverá proteger os civis, monitorar e verificar o respeito dos signatários pelo DPA, instrutores de segurança nos campos de deslocados internos e assegurar as estradas de canalização de assistências humanitárias, entre outros objectivos.
"No âmbito dos esforços para reforçar a AMIS durante a transição permitindo-lhe cumprir com as suas responsabilidades adicionais decorrentes do DPA, uma conferência dos doadores de fundos para mobilizar as meios logísticos e financeiros terá lugar em Bruxelas a 19 de Julho de 2006," afirmou Konaré.
O reforço da AMIS, que não foi tão eficaz como inicialmente previsto, é provável a preparação da sua possível subsituição por uma missão na ONU.
A missão foi criticada por causa da sua incapacidade de proteger os civis e garantir a segurança ao longo das vias de asssitências humanitárias na conturbada região oeste-sudanes de Darfur, onde 200 mil pessoas morreram e mais de dois milhões são deslocados internos por causa dos combates entre facções rebeldes locais e o governo sudanês desde Fevereiro de 2003.
Numa das suas recomendações, uma delegação mista de avaliação da ONU e da UA no Sudão disse que “devem existir operações da ONU maiores, multi-dimensionais e integradas para suceder à AMIS”.
Apesar duma resolução do Conselho de Segurança da ONU que recomenda a aceleração do plano de substituição, o governo sudanês opõe-se a este projecto apelando consequentemente para o reforço da força africana a fim de lhe permitir desempenhar o seu novo papel.
De acordo com analistas, o bloqueio da substituição da AMIS deve ser superado antes de Setembro próximo, data em que vai terminar o actual manadato da missão africana.
“Qualquer plano da UA para prorrogar o seu mandato pode ser desencorajado pela reticência crescente das nações doadoras de fundos de continuar a financiar a AMIS”, soube a PANA quinta-feira de fonte diplomática em Banjul, onde vai decorrer de 1 a 2 de Julho próximo a 7ª cimeira da UA.

29 Junho 2006 20:05:00




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