UA prorroga mandato de força africana em Darfur

Addis Abeba- Etiópia (PANA) -- O Conselho de Paz e Segurança (CPS) da União Africana (UA) prorrogou sexta-feira o mandato da missão africana de manutenção da paz em Darfur (oeste do Sudão) até 30 de Setembro, revelou o ministro etíope dos Negócios Estrangeiros, Seyoum Mesfin.
A missão de manutenção da paz da UA em Darfur, composta por sete mil homens, está confrontada com um problema logístico.
O governo sudanês opõe-se categoricamente ao envio duma missão da ONU para pôr um termo à guerra que começou em Fevereiro de 2003 e que terá feito mais de 80 mil mortos e dois milhões de deslocados.
O conflito teve contornos no vizinho Tchad, colocando os dois países em pé de guerra.
As autoridades sudanesas consideram que o envolvimento de forças internacionais complicaria mais o conflito cujas negociações para encontrar uma solução decorrem na capital nigeriana, Abuja, sob égide da UA.
Este conflito é qualificado de "genocídio" pelos Estados Unidos, alegação rejeitada pelo Sudão.
A ONU informou que apenas enviará uma força de manutenção da paz na região com a autorização do governo sudanês.
O conflito, considerado como um desafio para a UA que substituiu a defunta Organização da Unidade Africana (OUA) em 2000, suscitou uma atenção particular da comunidade internacional, sobretudo com o fim de duas décadas de guerra no sul do Sudão em Janeiro.
Enquanto os Estados Unidos e os países ocidentais pressionam a UA para deixar o seu lugar às tropas onusinas, o coordenador da ONU para Ajuda Humanitária, Jan Egeland, exprimiu o seu descontentamento diante da indecisão e alertou para uma eventual catástrofe se as acções tardarem.
Fontes diplomáticas disseram sexta-feira que a UA está entre consolidar a posição de Cartum ou ceder à pressão da comunidade internacional, o que seria sinónimo de isolamento do governo do Presidente Omar el Bechir.

11 Março 2006 12:22:00




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