UA propõe financiamento de investimentos por fundos soberanos

Addis Abeba, Etiópia (PANA) – A União Africana (UA) apelou aos seus países-membros que dispõem de fundos soberanos na Zona Euro e nos Estados Unidos para os repatriar e financiar  investimentos visando acelerar as trocas comerciais e o crescimento económico no continente.

Segundo o vice-presidente da Comissão da UA, Erastus Mwencha, a UA está à procura de meios inovadores para permitir ao setor privado africano suportar a maioria dos projetos, pois
que os atuais programas de expansão da educação, manutenção da paz e infraestruturas são financiados pela ajuda estrangeira.

"Beneficiamos de um apoio considerável da parte dos parceiros no quadro da Universidade pan-africana, de programas de infraestruturas, de paz e de segurança", disse Mwencha aos jornalistas presentes em Addis Abeba, na Etiópia, no quadro da Cimeira da UA.

Ele disse tratar-se de propostas analisadas em reuniões de peritos destinadas a reforçar os recursos da UA e que integram a introdução de uma taxa sobre o petróleo e o gás, uma taxa mineira, uma taxa sobre as transações de divisas e outra sobre as passagens aéreas.

Mwencha afirmoou que devido à volatilidade financeira que persiste no seio da União Europeia (UE), a maioria dos países africanos que dispõem de fundos soberanos a investir nos países ricos não recebem juros sobre os seus investimentos.

«É uma área em que vemos formidáveis oportunidades. Os fundos soberanos ganham taxas de juros negativas. Temos de os trazer de volta para África", disse Mwencha.

A Nigéria, um dos gigantes petrolíferos do continente, terá lançado o seu projeto de fundo soberano com um capital inicial de um bilião de dólares americanos, enquanto Angola criou o seu fundo soberano com cinco biliões de dólares americanos em 2012.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) sublinhou que os fundos de investimento espalhados pelo mundo representaram cerca de 5,16 triliões de dólares americanos em 2012 contra 3,98 triliões de dólares americanos em 2011, apesar da crise do crédito europeu.

Os países africanos dispunham de 14 fundos de investimento geridos pelos Estados num valor de 114 biliões de dólares americanos em 2009.

Este número deve aumentar de modo significativo com as recentes descobertas de petróleo e de gás na África Oriental e em diversos outros países africanos.

A Líbia e a Argélia dispõem atualmente dos fundos mais elevados em África. A Libyan Investment Authority detém 65 biliões de dólares americanos enquanto o Tesouro argelino gere 56,7 biliões de dólares americanos.

O antigo Presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, apresentou um relatório oficial sobre as modalidades de financiamento dos programas e dos projetos da UA na abertura da cimeira da UA em Addis Abeba, domingo.

-0- PANA AO/SEG/AKA/AAS/SOC/CJB/IZ 28jan2013

28 Janeiro 2013 18:37:46




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