UA pronta para combate militar contra seita islamita Boko Haram na Nigéria

Addis-Abeba, Etiópia (PANA) – A União Africana (UA) está pronta para assumir a força regional operacional das forças armadas criada por quatro países da África Ocidental para lutar contra o grupo militante islamita Boko Haram, declarou sexta-feira um alto responsável da UA.

O comissário da UA encarregue da Paz e Segurança, Smail Chergui, disse que a organização panafricana aceitou trabalhar com os países da África Ocidental que concordaram em criar uma força regional operacional das forças armadas para lutar contra o grupo islamita na região.

"A UA aceitou associar-se à Força tal como recomendado pela força operacional das forças armadas em relação aos serviços de segurança. Esperamos combater ao seu lado Boko Haram", disse Chergui sexta-feira a jornalistas na sede da UA.

Os ministros da Defesa da Nigéria, do Tchad, dos Camarões e do Níger, países mais afetados pelas atividades da Boko Haram, aceitaram esta semana criar uma força de dois mil e 800 homens para este combate na região.

A força recém-criada vai apertar apertar o cerco em torno da seita Boko Haram que reivindicou o rapto, em abril último, de mais de 200 raparigas no norte da Nigéria.

A nova força inscreve-se no âmbito das estratégias adotadas pelos países. Concordaram, igualmente quarta-feira em, trabalhar com vista a assegurar a recolha de informações eficientes sobre a luta contra o terrorismo e uma segurança eficaz nas fronteiras para reduzir a capacidade do grupo islamita.

A operação militar vai inspirar-se das iniciativas similares levadas a cabo contra o Exército de Resistência do Senhor (LRA), rebelião ugandesa cujas atividades constituíam uma grave ameaça na África Central e Oriental.

Paralelamente, a UA mobilizou peritos para começar a trabalhar uma nova série de estratégias de luta contra o terrorismo com vista a uma das principais cimeiras de chefes de Estado sobre o mesmo flagelo, prevista para 2 de setembro próximo em Nairobi, no Quênia, anunciou Chergui.

"Preocupamo-nos muito com os ataques terroristas lançados. Vamos reunir especialistas nesta cimeira para que possam formular recomendações sobre o melhor modo de abordar estas questões. Temos o apoio total da comunidade internacional, acrescentou.

O Presidente tchadiano, Idriss Derby, que assume a presidência rotativa do Conselho de Paz e Segurança (Cops) para o mês de setembro, decidiu organizar a cimeira em Nairobi, por solidariedade para com as vítimas dos atentados terroristas na África Oriental.

-0- PANA AO/VAO/ASA/BEH/SOC/CJB/DD 26jul2014

26 Julho 2014 23:10:30




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