UA organiza conferência de doadores para luta contra Boko Haram

Addis Abeba, Etiópia (PANA) - A assembleia dos chefes de Estado da União Africana (UA) aprovou a organização duma conferência de promessas de doações em Addis Abeba, a capital da Etiópia, segunda-feira para reunir fundos com vista a apoiar uma reação continental à ameaça do Boko Haram na África Ocidental e na região do Sahel, anunciou um responsável da UA.

O comissário para a Paz e Segurança da UA, Smail Chergui, indicou que esta conferência de doadores foi decidida em reação a uma série de ataques terroristas mortíferos perpetrados estes últimos meses.

"Sofremos ataques graves. Decidimos tomar medidas sérias para resolver esta situação. A erradicação deste flagelo (o terrorismo) é urgente. É importante para a comunidade internacional entender que o terrorismo é crescente e que os terroristas viajam longe", declarou Chergui durante uma conferência de imprensa.

Ele explicou que com a amplidão da luta contra o terrorismo na região oeste-africana e a ausência de controlo territorial do Boko Haram África devia ter os meios de reagir.

"A luta contra o terrorismo vai continuar na ordem do dia. Precisamos de mecanismos e as capacidades devem ser reforçadas para os que não têm os meios de fazer face a ele", indicou o responsável da UA.

Durante a conferência de promessas de doações organizada pela UA, os parceiros estrangeiros serão encorajados a ajudar a financiar os esforços com vista a consolidar as conquistas na luta contra os insurgentes do Boko Haram.

"Eles não ocupam mais só um território. Eles vestem cintos de explosivos a crianças", deplorou Chergui.

Segundo ele, a criação duma força continental contra o grupo Boko Haram está em curso.

Atualmente, peritos da UA que preparam o envio desta força estão na Alemanha para treinar sobre as estruturas que serão necessárias para que a luta contra o Boko Haram seja eficaz.

As outras medidas discutidas na Cimeira da UA contra o Boko Haram são, entre outras, a necessidade de pôr termo à "criminalidade económica" que apoia as ações dos grupos armados na região do Sahel.

Segundo Chergui, os ataques terroristas no Burkina Faso, cuja história regista atos terroristas, é o obra de militantes do norte do Mali.

-0- PANA AO/AR/FJG/TBM/MAR/TON 1fez2016

01 Fevereiro 2016 18:36:45




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