UA instada a exigir libertação de jornalistas detidos em África

Accra- Gana (PANA) -- A Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e as suas filiais através do continente convidaram, sexta-feira em Accra, a cimeira dos chefes de Estado e a Comissão da União Africana (UA) a garantirem imediatamente a libertação de todos os jornalistas e profissionais dos médias.
A FIJ sublinhou em particular o caso da Eritreia, da Etiópia e da Gâmbia e pediu os chefes de Estado e de Governo instaurar medidas visando pôr um termo à impunidade, aos actos de brutalidade e ao assasinato dos jornalistas e profisionais da imprensa no exercício da sua função.
Falando durante uma conferência de imprensa em Accra, o director regional África da FIJ, Gabriel Ayite Baglo, disse que a Federação não está contente com a omissão do direito de comunicar nos mais importantes critérios da boa governação da UA e do Mecanismo Africano de Avaliação Paritária (MAAP) para a NEPAD (Nova Parceria para Desenvolvimento de África).
Baglo disse que a implementação do direito ao acesso à informação como critério de boa governação nos diversos Estados da UA é actualmente muito desigual e convida por conseguinte os governos africanos a incentivarem os países a tomar iniciativas no sentido do respeito pela liberdade de imprensa.
Numerosos jornalistas e trabalhadores da imprensa na RD Congo, no Zimbabwe, na Swazilândia e na Etiópia, foram obrigados a exilar-se para exercer livremente a sua profissão.
O presidente da Associação dos Jornalistas da África Ocidental, Inbrahim Coulibaly, lançou um apelo para a unidade dos jornalistas africanos e profisionnais da imprensa para não ceder e usar de todos os meios, incluindo a mediação, para conquistar a liberdade de imprensa.
O presidente da Associação dos jornalistas do Gana, Ransford Tetteh condenou, por sua vez, o uso actual do aparelho de Estado em diversos países africanos para assassinar jornalistas e profissionais da imprensa.
"Gostaria de recordar o caso do jornalista gambiano Daida Haidara assassinado há três anos.
Os que o mataram estão ainda livres.
Há também muitos jornalistas aprisionados na Gâmbia e em outros países africanos por terem simplesmente feito o seu trabalho", denunciou Tetteh.
Recordou aos líderes africanos que qualquer tentativa de unidade continental que não reconheça inteiramente a liberdade de imprensa e a necessidade de renforçar as capacidades dos jornalistas de exercer a sua profissão sem intimidação, medo ou favor, só será um sonho.
Durante este tempo, a FIJ convidou os chefes de Estado a ordenar a reabertura de todos os centros de imprensa encerrados pelos governos e criar as condições de regresso dos jornalistas exilados.

30 يونيو 2007 13:14:00




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