UA envia equipa de observadores às eleições presidenciais em Moçambique

Addis Abeba, Etiópia (PANA) – A União Africana (UA) enviou uma equipa de observadores eleitorais às eleições presidenciais e legislativas de 15 de outubro corrente em Moçambique, anunciou a presidente da Comissão da organização pan-africana esta segunda-feira.

Nkosazana Dlamini-Zuma declarou que a organização pan-africana aprovou o envio da missão a pedido do Governo moçambicano.

A juíza Sophia Akuffo, antiga presidente do Tribunal Africano dos Direitos Humanos e Povos e juíza do Tribunal Supremo do Gana, que lidera a equipa da UA, chegou a 11 de outubro de 2014 a Maputo para comunicar com os principais atores políticos nas vésperas dos escrutínios.

O Presidente cessante de Moçambique, Armando Guebuza, está impedido constitucionalmente de se candidatar a um terceiro mandato, mas observadores prognosticam a vitória do seu partido, a FRELIMO (no poder), que venceu as eleições sucessivas desde a independência do país em 1975.

A missão de observação da UA está a ser desdobrada para supervisionar as eleições presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais que serão realizadas na quarta-feira.

Cerca de 250 assentos estão em competição no Parlamento do país e outros disponíveis nas 10 assembleias provinciais.

Dlamini-Zuma afirmou que a UA preparou a sua missão de observação das eleições a Moçambique a 8 de setembro de 2014 com o envio de 10 observadores a longo prazo.

A equipa é proveniente de oito países africanos e foi desdobrada em cinco grupos para cobrir as 11 províncias de Moçambique.

« Desde a sua chegada, eles acompanharam de perto os eventos pré-eleitorais e os preparativos, incluindo as campanhas políticas, a formação do pessoal das assembleias de votação, a cobertura mediática das eleições e consultas com as partes interessadas chaves das eleições em Moçambique », declarou a UA.

O candidato às eleições presidenciais pela FRELIMO, Filipe Nyusi, defrontará no escrutínio,  quarta-feira, o seu mais próximo adversário, Afonso Dhlakama, da RENAMO, bem como David Simango, do Movimento Democrático de Moçambique.

Os observadores a curto prazo da UA serão um complemento para a cobertura dos procedimentos no dia do escrutínio – da abertura do escrutínio à votação e à contagem.

A equipa da UA composta por 35 observadores a curto prazo provém de 24 países africanos em representação do Comité dos Representantes Permanentes (COREP), do Parlamento Pan-africano (PAP), dos Órgãos de Gestão das Eleições (OGE) e da sociedade civil.

A avaliação e as observações da missão serão orientadas pelos princípios e pelas linhas diretoras enunciadas nas regras e nos regulamentos da UA, incluindo a Carta da UA sobre a Democracia.

A missão entregará o seu veredito preliminar sobre o desenrolamento das eleições a 17 de outubro corrente e permanecerá no país para acompanhar os desenvolvimentos pós-eleitorais, incluindo os quadros e a proclamação dos resultados definitivos.

-0- PANA AO/VAO/MTA/IS/IBA/FK/TON 13out2014

13 Outubro 2014 17:48:57




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