UA denuncia "repressão" na Guiné Conakry e apela para diálogo

Dakar- Senegal (PANA) -- O presidente da Comissão da União Africana (UA) Alpha Oumar Konaré condenou a "repressão dos manifestantes" que causou a morte de várias pessoas e a detenção de outras na Guiné Conakry, indica terça-feira um comunicado oficial.
De acordo com a nota, Konare expressou a sua preocupação pela situação neste país onde as forças de segurança enfrentaram milhares de manifestantes, agravando uma greve geral de duas semanas levada a cabo pelas centrais sindicais.
Os sindicatos exigem reformas económicas e políticas, incluindo a demissão do Presidente da República, o general Lansana Conté, que sofre de diabete.
"O presidente da Comisão apelou às autoridades guineenses e a todos os representantes para serem moderados.
Convidou-os também a fazer imediatamente um inquérito independente e determinar os responsáveis e sancionar os autores da violência registada na Guiné Conakry há vários dias", disse o comunicado.
Konare sublinhou que "a crise profunda" pode ser resolvida só com o diálogo e com a consulta no seio de todos os representantes, e apelou a uma libertação imediata e incondicional de todos os detidos, particularmente os responsáveis políticos e sindicais.
De acordo com a nota, o presidente da Comissão da UA entabulou contactos com os líderes africanos para encontrar uma solução douradura para a crise guineense.
Apelou às autoridades guineenses para apoiarem os esforços da mediação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e acolher uma delegação a ser enviada para Conakry pelo grupo sub-regional.

23 Janeiro 2007 23:23:00




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