UA defende levantamento de constrangimentos agrícolas

Kampala- Uganda (PANA) -- A União Africana(UA) voltou a reafirmar o seu engajamento a favor da supressão dos factores que entravam a produtividade agrícola e o desenvolvimento rural em África.
No seu discuro à conferência africana sobre segurança alimentar e nutricional em África até 2020, o responsável da Comissão da UA para o Desenvolvimento Rural e Agricultura, Rosebuld Kurwijila, sustentou que o melhoramento dos sistemas agrícolas para atingir segurança alimentar e reduzir a pobreza fazia parte das missões do seu departamento.
Contribuir para a redução dos efeitos nefastos dos parasitas e doenças animais e vegetais sobre as plantas, o melhoramento das políticas e estratégias para uma gestão sustentável dos recursos naturais bem como a protecção dos ecosistemas, são as outras atribuições da Comissão da Agricultura e Desenvolvimento Rural, lembrou.
O economista agrícola tanzaniano sublinhou ainda que a sua Comissão iria prorizar a contribuição para a segurança alimentar através do melhoramento da utilização e gestão dos recursos, o aumento do acesso aos mercados, bem como o valor acrescentado para os produtos africanos.
Contribuirá igualmente para o reforço das capacidades, reforço da agricultura e dos recursos naturais, a gestão e a pesquisa, disse Kurwijila à conferência co-organizada pelo Uganda e pelo IFPRI, Instituto Internacional de Política Alimentar sediado em Washington.
Citou a cimeira especial da UA, de 27 de Fevereiro passado, ocorrida em Sirte (Líbia), como um sinal de tomada de consciência pela nova organização continental da "urgência de enfrentar as dificuldades de África, em matéria de agricultura e de desenvolvimento rural".
A mais importante decisão desta cimeira de Sirte no domínio agrícola "foi sem dúvida o laço que procurou estabelecer entre a agricultura e a água, à nível político.
"A Agricultura africana não pode ser abandonada aos caprichos da natureza.
Devemos tomar medidas para promover as tecnologias de irrigação e de cultura pela água da chuva", acrescentou.
Lembrou aos participantes que a declaração de Sirte visava encorajar os acordos bilaterais sobre a partilha dos recursos da água e o desenvolvimento dos protocolos regionais para ajudar a gestão integrada dos recursos em água.
Para Kurjwila, a criação do serviço africano de água, sob o signo da Visão Água 2005, inscreve-se numa estratégia de facilitação do abastecimento em água para o desenvolvimento dos sectores da agricultura e da energia.
Kurwijila desejou que a declaração de Sirte "não venha apenas completar a longa lista de desejos platónicos e sonhos que nunca são realizados".
"Temos uma imensa esperança na actual geração de líderes africanos.
Os ideais da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD), a nova vontade dos líderes africanos de resolverem por si os problemas de desenvolvimento do continente africano sem esperar intervenções externas, e a criação da Comissão como órgão de execução das decisões dos chefe de Estado da UA, deu o impulso necessário para desenvolver África", disse.
Kurwijila aconselhou a IFPRI a trabalhar em parceria com as organizações e instituições continentais regionais e nacionais para informar os decisores políticos das necessidades indispensáveis para criar um ambiente propício à erradicação da pobreza, fome e malnutrição.
O Presidente ugandês, Yoweri Museveni, que abriu a cimeira, na companhia dos seus homológos senegalês, Abdoulaye Wade, e nigeriano, Olusegun Obasanjo, declarou oficialmente encerrada sábado esta reunião de três dias.

05 Abril 2004 13:36:00




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